terça-feira, novembro 02, 2010

Regresso ao blog no dia de finados.

Regresso ao blog no dia de finados. O dia que supostamente as pessoas deveria ir ao cemitério prestar uma homenagem aos seus entes queridos já falecidos. No entanto, por imperativo de calendário, costumamente é no dia 1 – Dia de Todos os Santos que se assiste às enchentes nos cemitérios.

Ontem passei o dia à porta de um cemitério (em campanha financeira para os escuteiros). Como bom observador que me considero, consegui detestar alguns grupos de pessoas que ontem resolveram prestar homenagem aos seus mortos. Então aqui ficam as minhas conclusões:

1- Os falsos - raramente vão ao cemitério, no entanto, no dia 1, não se esquecem do fazer. Visitam com ar triste e semblante carregado, não falam muito. Tentam demonstrar uma dor que já não sentem, se é que alguma vez a sentiram.

2- Os turistas – visitam por visitar, não têm nada contra o local, nem conheciam alguns dos mortos, aproveitaram o feriado e vieram ver a família, e vão com eles ao cemitério como fosse ao café.

3 – Os conscientes – visitam muitas vezes o cemitério, sentem a saudade dos seus entes queridos, vivem bem com a dor e a perda. Vão, rezam, colocam flores, uma vela, conversam com um ou outro conhecido e saem.

4- Os cuscos – estes apenas vão para poder ter assunto para o resto da semana. Visitam várias campas, anotam quem visitou o quê, quem colocou flores ou não... querem é conversa e poder falar mal dos vivos, normalmente morrem de medo dos mortos.

5- Os cool´s – Não ligam muito à morte, não verbalizam os seus sentidos, mas vão por arrastão de outro familiar ou amigo, respeitam, entram, estão um bocado e saem.

6- Os doridos – estes são aqueles em que ainda não fizeram o luto, vão e ficam, voltam, entram tristes, saem a chorar, normalmente não colocam velas, apenas flores e lágrimas.

Com este pequeno agrupamento de pessoas, não tenciono fazer qualquer critica a ninguém em especial, apenas analisar o que os meus olhos vêm e colocar tal visão em palavras.

Acabo com as palavras de José Saramgo:

"é difícil a um vivo entender os mortos, Julgo que não será menos difícil a um morto entender os vivos, O morto tem a vantagem de já ter sido vivo, conhece todas as coisas deste mundo e desse mundo, mas os vivos são incapazes de aprender a coisa fundamental e tirar proveito dela, Qual, Que se morre, Nós, vivos, sabemos que morreremos, Não sabem, ninguém sabe, como eu também não sabia quando vivi, nós sabemos, isso sim, é que os outros morrem."

Beijos e Abraços,sejam felizes...

terça-feira, setembro 28, 2010

É o que dá não conseguir dormir e começar a pensar em coisas

Tenho estado por aqui a pensar e acho que nada disto faz sentido. Enfim, nascemos, vivemos e morremos, e lá para o meio dormimos e acordamos e coisas; e as árvores lá porque nos são importantes para o oxigénio não são importantes, porque um dia deixarão de existir, como nós, e assumir uma coisa como importante só por ser do nosso agrado é bastante interesseiro. Ai jóia, o mundo pode acabar amanhã e eu ainda não fiz amor contigo. Primeiro, isso é estúpido, porque o mundo pode acabar já aqui e agora se fores atropelado, castrado, cortado em pedaços e, Segundo, não se diz o amor, diz-se sexo, como também é muito bonito dizer pénis e vagina em vez de pilinha e pipi. E lá porque há gente a morrer à fome, a passar frio à noite, a ser violada, eu não vou deixar de comer, de dormir tranquilamente e de ter relações; preocupar-me-ei Q.B., mas opinarei sempre que o discurso do ai tens dinheiro e esbanjas em festas de anos dos teus filhos enquanto outros vivem miseráveis é ridículo: se existe qualidade de vida, há que viver com qualidade.



Lá porque a vizinha do lado tem um furúnculo no cu e não se consegue sentar, eu não irei passar a viver o resto da minha vida em pé. Por isso deixem-se 'merdices', e não se metam na minha vida, nem sejam como a Merd'ith Grey que anda sempre a opinar na vida dos outros.

Este texto foi retirado do blog do Otário... coloquei aqui, porque subscrevo totalmente... :) :) lindo mm :)

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, setembro 08, 2010

hoje...

Existem palavras que não pertencem a ninguém, são de toda as pessoas, estas retirei do blog da minha ex-professora de Sociologia, são palavras belas e um reflexo daquilo que vivo... às vezes!!!



"Parecia ser seu destino deixar sempre para trás aqueles que amava. Era o preço a pagar pela vida estranha que tinha escolhido, mas ela sabia o que fazia, pelo que não valia a pena lamentar-se"



Beijos e sejam felizes...

terça-feira, setembro 07, 2010

os outros

Passamos a vida a falar dos outros. A ver os defeitos dos outros, a ver o que os outros nos fazem, a receber o que os outros nos dão, a criticar, analisar, avaliar o que recebemos, os que sofremos, como somos influenciados, ou como somos afectados.

Mas não olhamos para nós.

Não olhamos para ver o que fazemos aos outros, o que damos aos outros, não analisamos, criticamos, avaliamos o que damos, o que infligimos, como influenciamos ou afectamos.

Acima de tudo não nos questionamos.

Não perguntamos que vai aquela pessoa sofrer/pensar/sentir se fizermos isto ou aquilo.

A maior parte do tempo descartamo-nos de responsabilidades, porque é fácil dizer e pensar que se ele não gosta, que diga, porque eu não vou saber.

Mas não estamos preparados para ouvir "não quero", "não dou", "não faço".

A nossa educação permite-nos pressionar os outros para fazerem o que queremos, mas não nos permite a nós dizer que não.

Somos rotulados como egoístas, insensíveis, porque nos queremos preservar, em vez de estarmos lá, porque os outros precisam.

Não sabemos ver. Não percebemos. Impomos-nos aos outros muitas vezes sem nos darmos conta, porque nem sequer nos passa pela ideia que nos estamos a impor... mas sabemos ver quando os outros o fazem.

No mínimo isto é apenas natural, pois nós somos a pessoa mais importante. mas não nos fazia mal olharmos mais para nós e vermos como somos com os outros... para percebermos o direito que temos, ou não, de receber, criticar, avaliar, analisar, sofrer, ser influenciado ou afectado.

Só custa inverter toda essa crítica para nós próprios.

Vou tentar inverter :)

Nota: texto retirado do blog de Gracinha Damasco

Beijos e sejam felizes...

sexta-feira, agosto 20, 2010

Hoje venho falar um pouco mais de mim.

Tenho sentido, à já muito tempo, que a vida esta a tentar ensinar-me algo e sobre isso apenas sei duas coisa:

Primeiro é uma das mais importantes aprendizagens que tenho para fazer, sinto que depois disto a minha aprendizagem da vida se tornará muito mais simples e constante.

E segundo, esta relacionado com o amor!

Mas por mais que tente não esta a ser fácil decifrar os sinais que a vida me está a dar, a conclusão mais sustentável a que cheguei é que o amor não é pra mim, não é suposto apaixonar-me nem amar e ser feliz para sempre, e talvez seja por isso que esta a custar-me tanto aprender, é que amor tenho muito para dar, talvez seja este um amor para dar de forma diferente, talvez tenha mesmo nascido apenas para ser um amigo, porque nesse campo, acho que tenho conseguido corresponder, com alguns erros por falta de maior evolução, mas julgo estar no bom caminho.

Um dos grandes sinais que tenho sentido para esta minha aprendizagem é a dificuldade que tenho em deixar seguir, das relações que tive, por mais que consegui-se transformar o que foi uma relação numa amizade, custa ver o "seguir em frente" e até mesmo nas amizades custa-me saber que a minha passagem na vida de uma pessoa terminou… custa-me libertar depois da "missão" cumprida. talvez seja isto que tenho de aprender.

Bem vou continuar a tentar resolver este enigma que a vida me colocou.

Beijos e sejam felizes....

E para quem está de férias... Boas Férias :)

quarta-feira, julho 28, 2010

bom dia :)

"Estranhos não são as pessoas que não se conhecem: estranhos são aqueles que, estando ao pé de nós, parecem nunca perceber o que se passa connosco."

Tenham um bom dia e aproveitam este calor excessivo :)

Beijos e sejam felizes...

sexta-feira, julho 23, 2010

esclarecimento :)

Quando alguém me procura e se for do meu agrado, sabem exactamente aquilo que procuram, sabem o que querem e sabem o que vão encontrar.

Eu não estou disponível para nenhuma relação.

Espero ter sido claro.



Beijos e sejam felizes...

quinta-feira, julho 22, 2010

livre :)

Afinal o meu amor não era eterno. Era um amor banal que encontrei escrito em excertos, em centenas de blogs, transcritos por centenas de pessoas que acham que amaram demais.

Acabaram as noites a imaginar se serias capaz de abraçar ternamente, as noites em que te imaginava a dizer " eu também te amo ".

Também a mim me serviu como uma luva um excerto. Talvez um livro inteiro, que hei-de ler. Um daqueles livros de uma autora que ninguém gosta mas conseguiu banalmente traduzir em palavras o tal amor banal de milhares de pessoas.


Finalmente chegou o dia em que te esqueci.



" Amar sem esperar reciprocidade é uma doença silenciosa e traiçoeira como o cancro;quando damos por isso,o mal causado já se espalhou de tal forma que não é possível escapar.Eu escapei.Escapei ao fim de...longos anos de calvário auto-infligido...tu foste a minha última miragem,o derradeiro de todos os cavaleiros andantes,porventura o mais belo,construido pela minha paixão obstinada em perseguir um ideal,e seguramente o mais fraco quando,por fim,te consegui ver sem ser em cima do cavalo....Estes e outros raciocínios do mesmo tipo denotam uma índole insegura e profundamente egoísta.Nunca sabes o que queres e vives tão perdido nas tuas dúvidas que nem sequer consegues perceber o mal que podes inflingir aos outros.Faltam-te generosidade e empatia,bem como aquela qualidade tão rara quanto digna a que os ingleses chamam kindness....Só Deus sabe o caminho que percorri e quantas vezes tropecei para chegar até aqui.A tua natureza fugidia e arisca não é a tua primeira natureza,antes uma reacção à realidade que te confrontaste.Nunca te habituaste a dar.
Quis tanto que tu me amasses...não se pode querer isso dos outros,é uma violência para eles e para nós própios.Uma violência e um disparate.Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. "

terça-feira, julho 20, 2010

saudade...

Saudade é solidão acompanhada...
é quando o amor ainda não foi embora...
mas o amado já...

Saudade é amar um passado
que ainda não passou...
é recusar um presente que nos machuca...
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam...
é a dor dos que ficaram pra trás...
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudade...
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

sem nada para dizer...

Pois é, já há algum tempo que não venho para estes lados...O que poderei dizer? Ando feliz e ocupado para poder vir aqui de vez em quando...É que eu sou daquelas pessoas a quem só lhe vem mais inspiração quando está em baixo. Mas, vamos a ver, se mesmo assim eu venho dar uma pequena contribuição de vez em quando... pode ser?

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, junho 15, 2010

parabéns... mãe!!!

Pois é, hoje a minha mãe faz 50 anos de vida!

Somos um pouco diferentes:
gostos diferentes;
formas de pensar diferentes;
formas de encarar a vida diferentes;
atitudes perante certas situações que são diferentes;

Sempre fomos assim, bem distintos, e por isso é normal que às vezes surgem algumas discussões e amuos lol

Apesar de tudo isto há uma coisa que nos une, sempre uniu e nos unirá para sempre que é o AMOR incondicional que sentimos um pelo o outro. E é porque ele existe que sempre esquecemos os nossos desentendimentos, e respeitamo-nos. E mesmo tendo ideias diferentes e agindo de formas diferentes perante a vida, estamos sempre presente na vida um do outro, nas alegrias e nas tristezas, para “ralhar” mas também para amparar. E mesmo que as vezes possas duvidar, és a melhor mãe e amiga do mundo.

Desejo te um dia fantástico. Espero festejar este dia contigo por muitos e muitos anos...

Amo-te, mãe... Parabéns... :)

passado... e viver o presente.

O que é, afinal, o passado? Uma continução do presente e do futuro? Um flashback? Porque pode não ser mais que simples recordações.

E se de recordações se tratam, porque se atrevem elas a atormentar o presente? Pior, porque nos atrevemos nós a permiti-lo?

É talvez a grande sina da humanidade e o aquilo que para sempre nos há-de perseguir. The past é provavelmente aquilo de que todos temos medo.

Eu sei que tenho. Não tanto do meu, que o conheço de trás para a frente e por todos os lados, mas o dos outros, daqueles que me são próximos e que me dizem algo.
Isto porque sempre temos tendência para ignorar o passado dos outros. E é sempre um choque quando sentimos o passado alheio intrometer-se no nosso presente. Porque somos limitados ao presente. Apenas nele acreditamos. Não existe futuro para quem não consegue encarar o passado.

E enquanto não conseguirmos aceitar que o passado faz parte do presente, não seremos capazes de o viver. Eu sei que quero.


Beijos e sejam felizes...

sexta-feira, junho 11, 2010

quero ser único...

O que me faz continuar? Às vezes pergunto-me sobre o sentido da minha vida, sobre o meu propósito neste mundo. Que tenho eu para oferecer? Que qualidade extraordinária me distingue?

Não nasci para ser confundido. Não é essa a minha vocação. Mas não vejo em que área é que possa ser mais do que banal.

Por vezes aquele sentimento de arrogância consegue tomar conta de mim, e faz-me sentir especial, diferente. Mas não é mais do que isso, e o medo do comum volta a abalar-me, a criar em mim o falhanço terrível que não é mais que o não querer falhar.
É a triste sina dos que se safam em quase tudo. Não ser especial em nada... Por vezes preferia ser reconhecido apenas por uma qualidade, apenas uma que me conseguisse destacar do resto da manada.

Porque não quero ser só mais um. Quero ser único.

Tenham um bom fim-de-semana...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, junho 08, 2010

quero sempre o melhor...

Não é engraçado como todas as alturas boas, e quero dizer mesmo muito boas, parecem sonhos distantes na nossa memória? Sinto isso. Revejo os episódios que me marcaram e cada um deles não passa agora de um filme realizado pelo meu cérebro. Lembro-me de todas as cenas, mas por vezes um ou outro pormenor escapa e algumas das cenas deixam de fazer tanto sentido, tal como num sonho.

Tal como num sonho tudo nos parece distante, irreal. Quase como se não quiséssemos acreditar que aquilo que realmente vivemos e que tão importante foi para nós tenha acontecido. Porque se aconteceu, então foi real. E a realidade, ao contrário daquilo que aqueles momentos muito bons nos dizem, não é perfeita. Então o lado silogístico do nosso cérebro conclui por A + B que aquilo que existe na nossa memória, só existe dessa maneira, e tudo aquilo que sentimos não passa de um sonho.

Porque uma das grandes tragédias do ser humano é acreditar que não existe felicidade, que tal sentimento, de tão ridiculamente prefeito que é, só pode ser utópico e logicamente inexistente. Então levamo-nos automaticamente a acreditar que não temos nunca momentos de felicidade, apesar de nos lembrarmos deles.

O medo da perfeição é talvez o que nos torna imperfeitos. Apagamos então qualquer momento perfeito da nossa existência da memória só para nos sentirmos mais humanos.

Prefiro ser feliz.

Beijos e sejam felizes...

domingo, abril 18, 2010

é incrível... (voltei)

É incrível a quantidade de pessoas que andam e passam pela nossa vida sem que a gente lhes diga o quanto elas de facto significam para nós. É incrível a quantidade de tempo que passamos com as pessoas sem nunca lhes dizer o quanto gostamos delas.

Nós sabemos, e às vezes até o queremos dizer, porém, vamos adiando sempre a
revelação do quanto elas são importantes para nós. Deixamos para amanhã. Temos vergonha de expressar os nossos sinceros e mais profundos sentimentos em relação a alguém ou então, na correria do dia-a-dia, nem ligamos à importância que essas mesmas pessoas têm para nós. Acabamos por subvalorizá-las. E depois, e depois a fragilidade da vida dá sinais de si e vemo-nos sem essas mesmas pessoas, de uma forma momentânea ou eterna. Aí pensamos. Pensamos que poderíamos ter dito muito mais do que alguma vez dissemos, e de que poderíamos ter aproveitado muito mais daquilo que tivemos.

A vida passa tão rápido, e às vezes só é preciso querer para que ela pare um momento, um momento vital para que se prolongue na eternidade do nosso Eu.

Fica sempre tanto para dizer.
Eu ( ainda ) gosto de ti.


Até...

terça-feira, março 16, 2010

até mais não poder ser... Jorge Palma.

Bonito
eu só quero acordar e ver o mundo
abrir os olhos e ver alguém bonito
sorrindo até mais não poder ser

Contente
quero dar cambalhotas no ar e estar contente
fazer amor e gostar de toda a gente
contente até mais não poder ser

A erva é mais verde do outro lado da montanha
e as estrelas parecem mais brilhantes
nos arquipélagos do sul
há quem diga que a vida á mais facil para lá de Espanha
e há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul

No peito
eu só quero trazer o universo no peito
ir encontrar as palavras lá no peito
aberto até mais não poder ser

Mais tarde
eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
fezer esperar a agonia até mais tarde
mais tarde até mais não poder ser

Mais tarde
eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
fezer esperar a agonia até mais tarde
mais tarde até mais não poder ser

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, março 02, 2010

Um pensamento

“Recorda-te que és tu. És tu que deves viver a tua vida; e se queres chegar à felicidade deves ser tu a conquistá-la. Ninguém pode fazê-lo por ti”


Baden-Powell

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

sem comentários...




Reparem na palavra da camisola da criança tibetana: "HAPPY".

Amarga ironia...




Retirada do site: 1000imagens.net

terça-feira, fevereiro 23, 2010

foda.se


Hoje sinto uma raiva imensa de mim mesmo.


So faço merda...

Desculpa... não te quero mal...

Abraço apertado Bernardo...

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Desilusão e Desalento...


São 2 os sentimentos de hoje e dos últimos tempos; mas são quase sempre estes dois! Desilusão e Desalento! Desilusão porque as coisas não são como eu quero ou gostaria! Deveriam ser mais simples, menos complexas, de maior liberdade e mais sensações; mas tudo acontece ao mesmo tempo; já diz o velho ditado que "uma desgraça nunca vem só!"; custa-me a aceitar que para mim nada seja naturalmente fácil; não que eu complique, mas pura e simplesmente, sempre que o barco pode baixar as velas e preparar-se para navegar à bolina, as nuvens escuras povoam o crepúsculo e ameaçam fazer virar tudo! Começo a ficar enjoado deste navegar turbulento diário!

O Desalento vem ao encontro da desilusão; são aqueles momentos em que me sento de braços em baixo, e olhos fechados, à espera que tudo passe e que o dia seguinte acorde maravilhoso, com sol e aquela sensação de vigor que dá tranquilidade! Sensações, momentos, pequenos traços de uma vida por vezes desesperante, em que já pouca coisa faz sentido, não fosse a minha determinação e pragmatismo! O dia em que duvidar de mim próprio já não serei eu, mas sim alguém que me comeu...

Beijos e vamos ser felizes...

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

para...

"Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.

Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.

Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.

Para amar com pureza e castidade.
Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.
Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.
Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.
Para vencer o medo.

Não medirás as tuas forças.
O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.
Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.

Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.

Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.
Uma força que não é tua nos teus braços.
Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.

Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.

Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável."

Paulo Geraldo


Beijos e sejam felizes....

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Passadiço do amor...

A seguir transcrevo “bocados” da crónica de domingo dia 16 de Abril de 2006 na Revista Notícias Magazine, da autoria de Eduardo Sá.

“Na verdade, o amor é tudo o que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. (...) há quem ache o amor uma moda acabrunhada, quem se empanturre de tudo o que permita que não se dê pela sua falta, e quem pressinta que amar é ver mais longe. (...) Os primeiros perdem-se nos sonhos. Os segundos olham-nos de cima. (...) Os terceiros fazem dos sonhos o passadiço do amor. (...) Os que se perdem nos sonhos falam da ausência do amor, timidamente, evocando o cansaço. Ou reclamam-no, simplesmente, invadindo de ira todos os seus gestos. No fundo, temem-nos, de tanto o desejarem. (...) Os que olham de cima supõem que são as manhãs de sol quem abre persianas pelo coração. Acham o amor uma relação fora de moda e melhor que conseguem é encontrar a pessoa dos seus sonhos... para os próximos dias. (...) Já os outros reconhecem que, quando ponderamos acerca do que gostamos numa pessoa, já não gostamos dela: reparamos nos pormenores. (...) quando mais preponderante é um amor, mais a iminência da sua perda nos resolve. (...) por mais que não as tenham, que há relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que serão elas quem chamamos amor. (...) Na verdade, amar é ver mais longe. Mais longe, até, do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais do que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que só essas fazem dos sonhos o passadiço do amor.”

Beijos e sejam felizes...


terça-feira, fevereiro 02, 2010

as relações...

Como seres sociais que somos tendemos a criar laços e relações afectivas com as pessoas. Relações profissionais, de amizade, de amor. Talvez as ultimas sejam as que estão mais em declínio. Talvez isso também aconteça porque exigimos das relações amorosas o que não exigimos de nenhuma outra relação. Queremos que sejam um espaço paritário, mas que respeite as diferenças e as individualidades. E procuramo-las para suprir necessidades nossas ou desempenhar funções que nos interessam.
Ou seja, iniciamos mal o processo… uma relação afectiva, no meu entender, e eu não percebo muito do assunto, deve ser em primeiro lugar um espaço de entrega e de partilha…

A psicóloga Isabel Leal escreve a este respeito: “Conseguir que uma relação amorosa seja um espaço paritário mas aberto às necessidades de afirmação de cada um dos seus constituintes, exige uma zona de respeito mútuo, uma construção a duas mãos, permanente e diligente que como se vai vendo, não é fácil. Talvez, porque, centrados em nós próprios, alimentemos a ideia de que o “outro” existe na nossa vida para suprir as necessidades nossas ou desempenhar funções que nos interessam. Talvez porque seja trabalhoso tecer com alguém uma identidade outra, que nos envolve de que fazemos parte mas em que a contenção de partes de nós também esteja presente. Talvez queiramos de uma relação amorosa um grau de aceitação que não temos para dar ou nos custe a assumir que a relação amorosa é apenas uma relação.”
Boas relações…
Beijos e sejam felizes...

perdi (perdemos)...

Este texto é para ti... acho que desta vez perdemos os dois... ainda gosto de ti...

“A pouco e o pouco fui esquecendo. É triste esquecer alguém. Os sonhos, antes cheios de histórias e fantasmas, tornam-se vazios, povoados de lugares estranhos e pessoas desconhecidas. (...) É triste esquecer alguém que desistiu de nós. Obriga-nos a desistir também. Obriga-nos a aceitar que perdemos, como quem perde uma guerra depois de vencer as batalhas mais importantes. (...) às vezes penso que o teu amor por mim, também cresceu para dentro, debaixo da terra, misturado com raiva e pena, até te cansares de mim. Ambos erramos muito, embora de forma diferente, talvez por isso ambos nos cansámos da nossa história, que começou tão pura e cheia de esperanças e que acabou por ceder ao seu próprio peso.”
In Margarida Rebelo Pinto
Beijos e sejam felizes...

sexta-feira, janeiro 29, 2010

o pais que temos...


Ontem o Agrupamento de Escuteiros de onde faço parte, acolheu temporariamente nas suas instalações um idoso que se encontrava no hospital à cerca de 1 ano.

É um idoso que vive na Pampilhosa à 50 anos, não tem família e vivia numa casa alugada, que com o passar do tempo se foi degradando, impossibilitando a sua permanência naquele local.

O que me choca nesta situação toda, é o facto dos hospitais e dos seus serviços sociais, mandarem este idoso para casa, sem tratar de um local que o pudesse acolher com dignidade. Choca-me a “frieza” de acções, o despejar de pessoas... Compreendo que o hospital não é um local de permanência... mas não compreendo o “lavar de mãos” do hospital...

No entanto, esta história teve um final mais ou menos feliz. A Junta de Freguesia tomou conta da situação, reportando à Segurança Social a situação. O Agrupamento acolheu este idoso por uma noite... Hoje o idoso será transportado para um local digno (pensão), até que a sua situação esteja plenamente resolvida...

Este caso acabou bem, porque a comunidade soube acolher e resolver o problema... mas questionou-me, quantos outros casos existirão e não acabarão tão bem como este!? Antes de “despejar” pessoas, os responsáveis devem pensar neste casos com mais sensibilidade, calor e amor... Nem sempre existem finais felizes...

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, janeiro 27, 2010

opta por ser FELIZ!

tens na vida aquilo que escolheres ter...
a tua mente é de tal modo poderosa que te entrega o que lhe pedires.
se pensas que podes ou não podes, é isso mesmo que acontecerá! seja de que forma for, estará sempre certo e receberás na mesma medida que te foi determinado, pelos teus pensamentos, palavras e acções.
a vida que tens foi construída por ti; se continuares a fazer o que sempre tens feito, receberas o que sempre recebeste.
se procuras algo diferente, opta por fazer algo diferente... de qualquer maneira, sejam quais forem as tuas opções, opta por ser FELIZ.... ´
Beijos e sejam felizes...

terça-feira, janeiro 26, 2010

crescemos...






Crescemos imaginando que é possível aprender sem errar. No amor, por maioria de exigência. O que transforma, muitas vezes, o coração numa folha de cálculo. Ora, do mesmo modo que dar à luz não é tirar todas as dúvidas (mas pôr problemas), errar é aprender. E descobrir que, olhando por quem se olha, o importante nunca é saber como se faz, mas com quem se conta para chegar ao que se quer.

in "A vida não se aprende nos livros" de Eduardo Sá
Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, janeiro 25, 2010

adeus ou despedida

Eduardo Sá, escrevia todos os domingos, para a revista "Noticias Magazine". Numa dessas crónica o psicologo, falou do Adeus e da Despedida. Aqui ficam alguns excertos dessa crónica. Aprendi que afinal adeus e despedida são "coisas" diferentes. Acho que já me despedi de muita gente e adeus é aquilo que menos tenho feito. Enfim a vida é assim... Sejam felizes...


(..)
Adeus é uma palavra estranha. O prefixo A associado a DEus parece fazer de cada despedida a prova de que Deus não só não está sempre do nosso lado como, as vezes, faz até questão de tirar férias.
(..)
Despedirmo-nos é tudo o que acontece quando nos afastamos de alguém sem nunca se dizer adeus. As despedidas fazem do coração um espaço esconso. Já um adeus pode transformá-lo numa mansarda com vista-mar.
(..)
O que mais dói, não é o vazio de uma presença, que se impõe, mas o comboio de saudades por tudo o mais que essa relação podia ter sido mas não foi.
(..)
Imaginar um adeus não nos habilita a compreender a tontura de sermos apanhados de supresa quando perdemos alguém.
(..)
Já a despedida não nos remexe com supresas. Nem esclarece os sentimentos como uma espécie de murmúrio que vai sempre á frente daquilo que autorizamos a sentir. (..)
Beijos e sejam felizes...

sexta-feira, janeiro 22, 2010

vale a pena... talvez não!?

“O Fernando Pessoa que, entre outras coisas, era poeta, deixou assente a ferro e fogo para a posteridade que, por mero acaso, nos apanha a nós, que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. (...) transformou a estrofe num dizer comum, o dizer comum por obra e graça da citação recorrente e da repetição consistente fez o resto: deu estatuto de verdade ao que era uma figura de estilo. (...) Há, de facto inúmeras coisas, circunstâncias e até pessoas que não valem a pena. Não valem a pena, para nós, porque não as significamos de um certo modo, não as conseguimos distinguir da massa de coisas, circunstâncias ou pessoas que atravancam os dias ou, então, distinguimo-las com nitidez e, ainda assim, ou exactamente por isso, reafirmamos o nosso desinteresse, o nosso desejo de alheamento e distância. (...) Sendo isto mais ou menos óbvio, insistimos no frasear poético e, envergonhado ou culpabilizante, assumimos uma postura pública de extrema abertura de espírito ou filosófica sabedoria em que tudo o que diz respeito à humanidade nos diz respeito a nós e, por essa via, vale a pena. Como se sermos que somos e interessar-nos apenas pelo que nos interessa fosse um sinal de demissão ou de estreiteza de ideias. “

Claro que nem tudo vale a pena...
Beijos e sejam felizes...