Pois é, hoje a minha mãe faz 50 anos de vida!
Somos um pouco diferentes:
gostos diferentes;
formas de pensar diferentes;
formas de encarar a vida diferentes;
atitudes perante certas situações que são diferentes;
Sempre fomos assim, bem distintos, e por isso é normal que às vezes surgem algumas discussões e amuos lol
Apesar de tudo isto há uma coisa que nos une, sempre uniu e nos unirá para sempre que é o AMOR incondicional que sentimos um pelo o outro. E é porque ele existe que sempre esquecemos os nossos desentendimentos, e respeitamo-nos. E mesmo tendo ideias diferentes e agindo de formas diferentes perante a vida, estamos sempre presente na vida um do outro, nas alegrias e nas tristezas, para “ralhar” mas também para amparar. E mesmo que as vezes possas duvidar, és a melhor mãe e amiga do mundo.
Desejo te um dia fantástico. Espero festejar este dia contigo por muitos e muitos anos...
Amo-te, mãe... Parabéns... :)
terça-feira, junho 15, 2010
passado... e viver o presente.
O que é, afinal, o passado? Uma continução do presente e do futuro? Um flashback? Porque pode não ser mais que simples recordações.
E se de recordações se tratam, porque se atrevem elas a atormentar o presente? Pior, porque nos atrevemos nós a permiti-lo?
É talvez a grande sina da humanidade e o aquilo que para sempre nos há-de perseguir. The past é provavelmente aquilo de que todos temos medo.
Eu sei que tenho. Não tanto do meu, que o conheço de trás para a frente e por todos os lados, mas o dos outros, daqueles que me são próximos e que me dizem algo.
Isto porque sempre temos tendência para ignorar o passado dos outros. E é sempre um choque quando sentimos o passado alheio intrometer-se no nosso presente. Porque somos limitados ao presente. Apenas nele acreditamos. Não existe futuro para quem não consegue encarar o passado.
E enquanto não conseguirmos aceitar que o passado faz parte do presente, não seremos capazes de o viver. Eu sei que quero.
Beijos e sejam felizes...
E se de recordações se tratam, porque se atrevem elas a atormentar o presente? Pior, porque nos atrevemos nós a permiti-lo?
É talvez a grande sina da humanidade e o aquilo que para sempre nos há-de perseguir. The past é provavelmente aquilo de que todos temos medo.
Eu sei que tenho. Não tanto do meu, que o conheço de trás para a frente e por todos os lados, mas o dos outros, daqueles que me são próximos e que me dizem algo.
Isto porque sempre temos tendência para ignorar o passado dos outros. E é sempre um choque quando sentimos o passado alheio intrometer-se no nosso presente. Porque somos limitados ao presente. Apenas nele acreditamos. Não existe futuro para quem não consegue encarar o passado.
E enquanto não conseguirmos aceitar que o passado faz parte do presente, não seremos capazes de o viver. Eu sei que quero.
Beijos e sejam felizes...
sexta-feira, junho 11, 2010
quero ser único...
O que me faz continuar? Às vezes pergunto-me sobre o sentido da minha vida, sobre o meu propósito neste mundo. Que tenho eu para oferecer? Que qualidade extraordinária me distingue?
Não nasci para ser confundido. Não é essa a minha vocação. Mas não vejo em que área é que possa ser mais do que banal.
Por vezes aquele sentimento de arrogância consegue tomar conta de mim, e faz-me sentir especial, diferente. Mas não é mais do que isso, e o medo do comum volta a abalar-me, a criar em mim o falhanço terrível que não é mais que o não querer falhar.
É a triste sina dos que se safam em quase tudo. Não ser especial em nada... Por vezes preferia ser reconhecido apenas por uma qualidade, apenas uma que me conseguisse destacar do resto da manada.
Porque não quero ser só mais um. Quero ser único.
Tenham um bom fim-de-semana...
Beijos e sejam felizes...
Não nasci para ser confundido. Não é essa a minha vocação. Mas não vejo em que área é que possa ser mais do que banal.
Por vezes aquele sentimento de arrogância consegue tomar conta de mim, e faz-me sentir especial, diferente. Mas não é mais do que isso, e o medo do comum volta a abalar-me, a criar em mim o falhanço terrível que não é mais que o não querer falhar.
É a triste sina dos que se safam em quase tudo. Não ser especial em nada... Por vezes preferia ser reconhecido apenas por uma qualidade, apenas uma que me conseguisse destacar do resto da manada.
Porque não quero ser só mais um. Quero ser único.
Tenham um bom fim-de-semana...
Beijos e sejam felizes...
terça-feira, junho 08, 2010
quero sempre o melhor...
Não é engraçado como todas as alturas boas, e quero dizer mesmo muito boas, parecem sonhos distantes na nossa memória? Sinto isso. Revejo os episódios que me marcaram e cada um deles não passa agora de um filme realizado pelo meu cérebro. Lembro-me de todas as cenas, mas por vezes um ou outro pormenor escapa e algumas das cenas deixam de fazer tanto sentido, tal como num sonho.
Tal como num sonho tudo nos parece distante, irreal. Quase como se não quiséssemos acreditar que aquilo que realmente vivemos e que tão importante foi para nós tenha acontecido. Porque se aconteceu, então foi real. E a realidade, ao contrário daquilo que aqueles momentos muito bons nos dizem, não é perfeita. Então o lado silogístico do nosso cérebro conclui por A + B que aquilo que existe na nossa memória, só existe dessa maneira, e tudo aquilo que sentimos não passa de um sonho.
Porque uma das grandes tragédias do ser humano é acreditar que não existe felicidade, que tal sentimento, de tão ridiculamente prefeito que é, só pode ser utópico e logicamente inexistente. Então levamo-nos automaticamente a acreditar que não temos nunca momentos de felicidade, apesar de nos lembrarmos deles.
O medo da perfeição é talvez o que nos torna imperfeitos. Apagamos então qualquer momento perfeito da nossa existência da memória só para nos sentirmos mais humanos.
Prefiro ser feliz.
Beijos e sejam felizes...
Tal como num sonho tudo nos parece distante, irreal. Quase como se não quiséssemos acreditar que aquilo que realmente vivemos e que tão importante foi para nós tenha acontecido. Porque se aconteceu, então foi real. E a realidade, ao contrário daquilo que aqueles momentos muito bons nos dizem, não é perfeita. Então o lado silogístico do nosso cérebro conclui por A + B que aquilo que existe na nossa memória, só existe dessa maneira, e tudo aquilo que sentimos não passa de um sonho.
Porque uma das grandes tragédias do ser humano é acreditar que não existe felicidade, que tal sentimento, de tão ridiculamente prefeito que é, só pode ser utópico e logicamente inexistente. Então levamo-nos automaticamente a acreditar que não temos nunca momentos de felicidade, apesar de nos lembrarmos deles.
O medo da perfeição é talvez o que nos torna imperfeitos. Apagamos então qualquer momento perfeito da nossa existência da memória só para nos sentirmos mais humanos.
Prefiro ser feliz.
Beijos e sejam felizes...
domingo, abril 18, 2010
é incrível... (voltei)
É incrível a quantidade de pessoas que andam e passam pela nossa vida sem que a gente lhes diga o quanto elas de facto significam para nós. É incrível a quantidade de tempo que passamos com as pessoas sem nunca lhes dizer o quanto gostamos delas.
Nós sabemos, e às vezes até o queremos dizer, porém, vamos adiando sempre a
revelação do quanto elas são importantes para nós. Deixamos para amanhã. Temos vergonha de expressar os nossos sinceros e mais profundos sentimentos em relação a alguém ou então, na correria do dia-a-dia, nem ligamos à importância que essas mesmas pessoas têm para nós. Acabamos por subvalorizá-las. E depois, e depois a fragilidade da vida dá sinais de si e vemo-nos sem essas mesmas pessoas, de uma forma momentânea ou eterna. Aí pensamos. Pensamos que poderíamos ter dito muito mais do que alguma vez dissemos, e de que poderíamos ter aproveitado muito mais daquilo que tivemos.
A vida passa tão rápido, e às vezes só é preciso querer para que ela pare um momento, um momento vital para que se prolongue na eternidade do nosso Eu.
Fica sempre tanto para dizer.
Eu ( ainda ) gosto de ti.
Até...
Nós sabemos, e às vezes até o queremos dizer, porém, vamos adiando sempre a
revelação do quanto elas são importantes para nós. Deixamos para amanhã. Temos vergonha de expressar os nossos sinceros e mais profundos sentimentos em relação a alguém ou então, na correria do dia-a-dia, nem ligamos à importância que essas mesmas pessoas têm para nós. Acabamos por subvalorizá-las. E depois, e depois a fragilidade da vida dá sinais de si e vemo-nos sem essas mesmas pessoas, de uma forma momentânea ou eterna. Aí pensamos. Pensamos que poderíamos ter dito muito mais do que alguma vez dissemos, e de que poderíamos ter aproveitado muito mais daquilo que tivemos.
A vida passa tão rápido, e às vezes só é preciso querer para que ela pare um momento, um momento vital para que se prolongue na eternidade do nosso Eu.
Fica sempre tanto para dizer.
Eu ( ainda ) gosto de ti.
Até...
terça-feira, março 16, 2010
até mais não poder ser... Jorge Palma.
Bonito
eu só quero acordar e ver o mundo
abrir os olhos e ver alguém bonito
sorrindo até mais não poder ser
Contente
quero dar cambalhotas no ar e estar contente
fazer amor e gostar de toda a gente
contente até mais não poder ser
A erva é mais verde do outro lado da montanha
e as estrelas parecem mais brilhantes
nos arquipélagos do sul
há quem diga que a vida á mais facil para lá de Espanha
e há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
No peito
eu só quero trazer o universo no peito
ir encontrar as palavras lá no peito
aberto até mais não poder ser
Mais tarde
eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
fezer esperar a agonia até mais tarde
mais tarde até mais não poder ser
Mais tarde
eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
fezer esperar a agonia até mais tarde
mais tarde até mais não poder ser
Beijos e sejam felizes...
eu só quero acordar e ver o mundo
abrir os olhos e ver alguém bonito
sorrindo até mais não poder ser
Contente
quero dar cambalhotas no ar e estar contente
fazer amor e gostar de toda a gente
contente até mais não poder ser
A erva é mais verde do outro lado da montanha
e as estrelas parecem mais brilhantes
nos arquipélagos do sul
há quem diga que a vida á mais facil para lá de Espanha
e há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
No peito
eu só quero trazer o universo no peito
ir encontrar as palavras lá no peito
aberto até mais não poder ser
Mais tarde
eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
fezer esperar a agonia até mais tarde
mais tarde até mais não poder ser
Mais tarde
eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
fezer esperar a agonia até mais tarde
mais tarde até mais não poder ser
Beijos e sejam felizes...
terça-feira, março 02, 2010
Um pensamento
“Recorda-te que és tu. És tu que deves viver a tua vida; e se queres chegar à felicidade deves ser tu a conquistá-la. Ninguém pode fazê-lo por ti”
Baden-Powell
Baden-Powell
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
sem comentários...
terça-feira, fevereiro 23, 2010
foda.se
Hoje sinto uma raiva imensa de mim mesmo.
So faço merda...
Desculpa... não te quero mal...
Abraço apertado Bernardo...
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Desilusão e Desalento...
São 2 os sentimentos de hoje e dos últimos tempos; mas são quase sempre estes dois! Desilusão e Desalento! Desilusão porque as coisas não são como eu quero ou gostaria! Deveriam ser mais simples, menos complexas, de maior liberdade e mais sensações; mas tudo acontece ao mesmo tempo; já diz o velho ditado que "uma desgraça nunca vem só!"; custa-me a aceitar que para mim nada seja naturalmente fácil; não que eu complique, mas pura e simplesmente, sempre que o barco pode baixar as velas e preparar-se para navegar à bolina, as nuvens escuras povoam o crepúsculo e ameaçam fazer virar tudo! Começo a ficar enjoado deste navegar turbulento diário!
O Desalento vem ao encontro da desilusão; são aqueles momentos em que me sento de braços em baixo, e olhos fechados, à espera que tudo passe e que o dia seguinte acorde maravilhoso, com sol e aquela sensação de vigor que dá tranquilidade! Sensações, momentos, pequenos traços de uma vida por vezes desesperante, em que já pouca coisa faz sentido, não fosse a minha determinação e pragmatismo! O dia em que duvidar de mim próprio já não serei eu, mas sim alguém que me comeu...
Beijos e vamos ser felizes...
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
para...
"Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Para amar com pureza e castidade.
Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.
Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.
Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.
Para vencer o medo.
Não medirás as tuas forças.
O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.
Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.
Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.
Uma força que não é tua nos teus braços.
Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.
Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.
Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável."
Paulo Geraldo
Beijos e sejam felizes....
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Para amar com pureza e castidade.
Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.
Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.
Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.
Para vencer o medo.
Não medirás as tuas forças.
O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.
Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.
Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.
Uma força que não é tua nos teus braços.
Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.
Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.
Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável."
Paulo Geraldo
Beijos e sejam felizes....
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Passadiço do amor...
A seguir transcrevo “bocados” da crónica de domingo dia 16 de Abril de 2006 na Revista Notícias Magazine, da autoria de Eduardo Sá.
“Na verdade, o amor é tudo o que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. (...) há quem ache o amor uma moda acabrunhada, quem se empanturre de tudo o que permita que não se dê pela sua falta, e quem pressinta que amar é ver mais longe. (...) Os primeiros perdem-se nos sonhos. Os segundos olham-nos de cima. (...) Os terceiros fazem dos sonhos o passadiço do amor. (...) Os que se perdem nos sonhos falam da ausência do amor, timidamente, evocando o cansaço. Ou reclamam-no, simplesmente, invadindo de ira todos os seus gestos. No fundo, temem-nos, de tanto o desejarem. (...) Os que olham de cima supõem que são as manhãs de sol quem abre persianas pelo coração. Acham o amor uma relação fora de moda e melhor que conseguem é encontrar a pessoa dos seus sonhos... para os próximos dias. (...) Já os outros reconhecem que, quando ponderamos acerca do que gostamos numa pessoa, já não gostamos dela: reparamos nos pormenores. (...) quando mais preponderante é um amor, mais a iminência da sua perda nos resolve. (...) por mais que não as tenham, que há relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que serão elas quem chamamos amor. (...) Na verdade, amar é ver mais longe. Mais longe, até, do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais do que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que só essas fazem dos sonhos o passadiço do amor.”
“Na verdade, o amor é tudo o que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. (...) há quem ache o amor uma moda acabrunhada, quem se empanturre de tudo o que permita que não se dê pela sua falta, e quem pressinta que amar é ver mais longe. (...) Os primeiros perdem-se nos sonhos. Os segundos olham-nos de cima. (...) Os terceiros fazem dos sonhos o passadiço do amor. (...) Os que se perdem nos sonhos falam da ausência do amor, timidamente, evocando o cansaço. Ou reclamam-no, simplesmente, invadindo de ira todos os seus gestos. No fundo, temem-nos, de tanto o desejarem. (...) Os que olham de cima supõem que são as manhãs de sol quem abre persianas pelo coração. Acham o amor uma relação fora de moda e melhor que conseguem é encontrar a pessoa dos seus sonhos... para os próximos dias. (...) Já os outros reconhecem que, quando ponderamos acerca do que gostamos numa pessoa, já não gostamos dela: reparamos nos pormenores. (...) quando mais preponderante é um amor, mais a iminência da sua perda nos resolve. (...) por mais que não as tenham, que há relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que serão elas quem chamamos amor. (...) Na verdade, amar é ver mais longe. Mais longe, até, do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais do que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que só essas fazem dos sonhos o passadiço do amor.”
Beijos e sejam felizes...
terça-feira, fevereiro 02, 2010
as relações...
Como seres sociais que somos tendemos a criar laços e relações afectivas com as pessoas. Relações profissionais, de amizade, de amor. Talvez as ultimas sejam as que estão mais em declínio. Talvez isso também aconteça porque exigimos das relações amorosas o que não exigimos de nenhuma outra relação. Queremos que sejam um espaço paritário, mas que respeite as diferenças e as individualidades. E procuramo-las para suprir necessidades nossas ou desempenhar funções que nos interessam.
Ou seja, iniciamos mal o processo… uma relação afectiva, no meu entender, e eu não percebo muito do assunto, deve ser em primeiro lugar um espaço de entrega e de partilha…
Ou seja, iniciamos mal o processo… uma relação afectiva, no meu entender, e eu não percebo muito do assunto, deve ser em primeiro lugar um espaço de entrega e de partilha…
A psicóloga Isabel Leal escreve a este respeito: “Conseguir que uma relação amorosa seja um espaço paritário mas aberto às necessidades de afirmação de cada um dos seus constituintes, exige uma zona de respeito mútuo, uma construção a duas mãos, permanente e diligente que como se vai vendo, não é fácil. Talvez, porque, centrados em nós próprios, alimentemos a ideia de que o “outro” existe na nossa vida para suprir as necessidades nossas ou desempenhar funções que nos interessam. Talvez porque seja trabalhoso tecer com alguém uma identidade outra, que nos envolve de que fazemos parte mas em que a contenção de partes de nós também esteja presente. Talvez queiramos de uma relação amorosa um grau de aceitação que não temos para dar ou nos custe a assumir que a relação amorosa é apenas uma relação.”
Boas relações…
Beijos e sejam felizes...
perdi (perdemos)...
Este texto é para ti... acho que desta vez perdemos os dois... ainda gosto de ti...
“A pouco e o pouco fui esquecendo. É triste esquecer alguém. Os sonhos, antes cheios de histórias e fantasmas, tornam-se vazios, povoados de lugares estranhos e pessoas desconhecidas. (...) É triste esquecer alguém que desistiu de nós. Obriga-nos a desistir também. Obriga-nos a aceitar que perdemos, como quem perde uma guerra depois de vencer as batalhas mais importantes. (...) às vezes penso que o teu amor por mim, também cresceu para dentro, debaixo da terra, misturado com raiva e pena, até te cansares de mim. Ambos erramos muito, embora de forma diferente, talvez por isso ambos nos cansámos da nossa história, que começou tão pura e cheia de esperanças e que acabou por ceder ao seu próprio peso.”
“A pouco e o pouco fui esquecendo. É triste esquecer alguém. Os sonhos, antes cheios de histórias e fantasmas, tornam-se vazios, povoados de lugares estranhos e pessoas desconhecidas. (...) É triste esquecer alguém que desistiu de nós. Obriga-nos a desistir também. Obriga-nos a aceitar que perdemos, como quem perde uma guerra depois de vencer as batalhas mais importantes. (...) às vezes penso que o teu amor por mim, também cresceu para dentro, debaixo da terra, misturado com raiva e pena, até te cansares de mim. Ambos erramos muito, embora de forma diferente, talvez por isso ambos nos cansámos da nossa história, que começou tão pura e cheia de esperanças e que acabou por ceder ao seu próprio peso.”
In Margarida Rebelo Pinto
Beijos e sejam felizes...
sexta-feira, janeiro 29, 2010
o pais que temos...
Ontem o Agrupamento de Escuteiros de onde faço parte, acolheu temporariamente nas suas instalações um idoso que se encontrava no hospital à cerca de 1 ano.
É um idoso que vive na Pampilhosa à 50 anos, não tem família e vivia numa casa alugada, que com o passar do tempo se foi degradando, impossibilitando a sua permanência naquele local.
O que me choca nesta situação toda, é o facto dos hospitais e dos seus serviços sociais, mandarem este idoso para casa, sem tratar de um local que o pudesse acolher com dignidade. Choca-me a “frieza” de acções, o despejar de pessoas... Compreendo que o hospital não é um local de permanência... mas não compreendo o “lavar de mãos” do hospital...
No entanto, esta história teve um final mais ou menos feliz. A Junta de Freguesia tomou conta da situação, reportando à Segurança Social a situação. O Agrupamento acolheu este idoso por uma noite... Hoje o idoso será transportado para um local digno (pensão), até que a sua situação esteja plenamente resolvida...
Este caso acabou bem, porque a comunidade soube acolher e resolver o problema... mas questionou-me, quantos outros casos existirão e não acabarão tão bem como este!? Antes de “despejar” pessoas, os responsáveis devem pensar neste casos com mais sensibilidade, calor e amor... Nem sempre existem finais felizes...
Beijos e sejam felizes...
quarta-feira, janeiro 27, 2010
opta por ser FELIZ!
tens na vida aquilo que escolheres ter...
a tua mente é de tal modo poderosa que te entrega o que lhe pedires.
se pensas que podes ou não podes, é isso mesmo que acontecerá! seja de que forma for, estará sempre certo e receberás na mesma medida que te foi determinado, pelos teus pensamentos, palavras e acções.
a vida que tens foi construída por ti; se continuares a fazer o que sempre tens feito, receberas o que sempre recebeste.
se procuras algo diferente, opta por fazer algo diferente... de qualquer maneira, sejam quais forem as tuas opções, opta por ser FELIZ.... ´
a tua mente é de tal modo poderosa que te entrega o que lhe pedires.
se pensas que podes ou não podes, é isso mesmo que acontecerá! seja de que forma for, estará sempre certo e receberás na mesma medida que te foi determinado, pelos teus pensamentos, palavras e acções.
a vida que tens foi construída por ti; se continuares a fazer o que sempre tens feito, receberas o que sempre recebeste.
se procuras algo diferente, opta por fazer algo diferente... de qualquer maneira, sejam quais forem as tuas opções, opta por ser FELIZ.... ´
Beijos e sejam felizes...
terça-feira, janeiro 26, 2010
crescemos...

Crescemos imaginando que é possível aprender sem errar. No amor, por maioria de exigência. O que transforma, muitas vezes, o coração numa folha de cálculo. Ora, do mesmo modo que dar à luz não é tirar todas as dúvidas (mas pôr problemas), errar é aprender. E descobrir que, olhando por quem se olha, o importante nunca é saber como se faz, mas com quem se conta para chegar ao que se quer.
in "A vida não se aprende nos livros" de Eduardo Sá
Beijos e sejam felizes...
segunda-feira, janeiro 25, 2010
adeus ou despedida
Eduardo Sá, escrevia todos os domingos, para a revista "Noticias Magazine". Numa dessas crónica o psicologo, falou do Adeus e da Despedida. Aqui ficam alguns excertos dessa crónica. Aprendi que afinal adeus e despedida são "coisas" diferentes. Acho que já me despedi de muita gente e adeus é aquilo que menos tenho feito. Enfim a vida é assim... Sejam felizes...
(..)
Adeus é uma palavra estranha. O prefixo A associado a DEus parece fazer de cada despedida a prova de que Deus não só não está sempre do nosso lado como, as vezes, faz até questão de tirar férias.
(..)
Despedirmo-nos é tudo o que acontece quando nos afastamos de alguém sem nunca se dizer adeus. As despedidas fazem do coração um espaço esconso. Já um adeus pode transformá-lo numa mansarda com vista-mar.
(..)
O que mais dói, não é o vazio de uma presença, que se impõe, mas o comboio de saudades por tudo o mais que essa relação podia ter sido mas não foi.
(..)
Imaginar um adeus não nos habilita a compreender a tontura de sermos apanhados de supresa quando perdemos alguém.
(..)
Já a despedida não nos remexe com supresas. Nem esclarece os sentimentos como uma espécie de murmúrio que vai sempre á frente daquilo que autorizamos a sentir. (..)
(..)
Adeus é uma palavra estranha. O prefixo A associado a DEus parece fazer de cada despedida a prova de que Deus não só não está sempre do nosso lado como, as vezes, faz até questão de tirar férias.
(..)
Despedirmo-nos é tudo o que acontece quando nos afastamos de alguém sem nunca se dizer adeus. As despedidas fazem do coração um espaço esconso. Já um adeus pode transformá-lo numa mansarda com vista-mar.
(..)
O que mais dói, não é o vazio de uma presença, que se impõe, mas o comboio de saudades por tudo o mais que essa relação podia ter sido mas não foi.
(..)
Imaginar um adeus não nos habilita a compreender a tontura de sermos apanhados de supresa quando perdemos alguém.
(..)
Já a despedida não nos remexe com supresas. Nem esclarece os sentimentos como uma espécie de murmúrio que vai sempre á frente daquilo que autorizamos a sentir. (..)
Beijos e sejam felizes...
sexta-feira, janeiro 22, 2010
vale a pena... talvez não!?
“O Fernando Pessoa que, entre outras coisas, era poeta, deixou assente a ferro e fogo para a posteridade que, por mero acaso, nos apanha a nós, que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. (...) transformou a estrofe num dizer comum, o dizer comum por obra e graça da citação recorrente e da repetição consistente fez o resto: deu estatuto de verdade ao que era uma figura de estilo. (...) Há, de facto inúmeras coisas, circunstâncias e até pessoas que não valem a pena. Não valem a pena, para nós, porque não as significamos de um certo modo, não as conseguimos distinguir da massa de coisas, circunstâncias ou pessoas que atravancam os dias ou, então, distinguimo-las com nitidez e, ainda assim, ou exactamente por isso, reafirmamos o nosso desinteresse, o nosso desejo de alheamento e distância. (...) Sendo isto mais ou menos óbvio, insistimos no frasear poético e, envergonhado ou culpabilizante, assumimos uma postura pública de extrema abertura de espírito ou filosófica sabedoria em que tudo o que diz respeito à humanidade nos diz respeito a nós e, por essa via, vale a pena. Como se sermos que somos e interessar-nos apenas pelo que nos interessa fosse um sinal de demissão ou de estreiteza de ideias. “
Claro que nem tudo vale a pena...
Claro que nem tudo vale a pena...
Beijos e sejam felizes...
quinta-feira, janeiro 21, 2010
marcas...
Marcas, vestígios... todos os deixamos.
O importante é saber o seu grau de qualidade. Não se pretendem grandes feitos, nem actos únicos, pois somos pessoas absolutamente normais e medianas. Se tivermos conseguido arrancar um sorriso aqui e ali, então teremos deixado uma bela marca.
Será que estamos a deixar boas marcas?
E já pensa nisto... lol
Beijos e sejam felizes...
terça-feira, janeiro 19, 2010
será que crescemos?
Numa altura complicada ou nem por isso… tomar algumas decisões pode implicar a perda de coisas, momentos e pessoas que nalguma altura da vida, nos forma importantes… Mesmo assim é legítimo e preciso que tomemos decisões… Amamos e odiamos… e por vezes não é como nos contos de fadas… “E foram felizes para sempre.”
Quem não se recorda a cada passo dos contos infantis que povoaram a nossa meninice? Vivíamos tudo aquilo como se de realidade se tratasse. Tínhamos pesadelos com a Madrasta e ficávamos encantados com a Cinderela. Hoje vivemos do mesmo modo, amamos e odiamos... afinal não crescemos, todavia pensamos que sim!
Pensamos que crescemos… mas não… continuamos crianças, a pensar que tudo pode ser nossa para sempre… como nos contos de fadas… Talvez este também seja o grande mistério da vida… somos internamente crianças.
Quem não se recorda a cada passo dos contos infantis que povoaram a nossa meninice? Vivíamos tudo aquilo como se de realidade se tratasse. Tínhamos pesadelos com a Madrasta e ficávamos encantados com a Cinderela. Hoje vivemos do mesmo modo, amamos e odiamos... afinal não crescemos, todavia pensamos que sim!
Pensamos que crescemos… mas não… continuamos crianças, a pensar que tudo pode ser nossa para sempre… como nos contos de fadas… Talvez este também seja o grande mistério da vida… somos internamente crianças.
Beijos e sejam felizes...
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Equipa médica da AMI partiu hoje para Haiti
Uma segunda equipa de emergência da AMI partiu hoje à tarde de Lisboa com destino ao Haiti.
Constituída por cinco elementos, (dois médicos, dois enfermeiros e um operacional logístico), o grupo irá prestar assistência médica e ajuda humanitária à população de Port-au-Prince, capital do Haiti por um período nunca inferior a um mês.
A AMI aceitou assim o convite do Ministério da Administração Interna e o apoio da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação para integrar o contingente português a bordo do C-130 da Força Aérea, que descolou do aeroporto de Figo Maduro.
Na bagagem a AMI leva medicamentos, equipamento médico e logístico para prestar assim que chegar ao terreno auxílio às vítimas do sismo.
A equipa é liderada por José Luís Nobre, administrador da AMI com larga experiência em cenários de catástrofe e guerra, tendo participado em dezenas de missões internacionais, entre as quais a crise de refugiados no Ruanda (1994), o terramoto de Bam no Irão (2003) e o tsunami no Sri Lanka (2004).
Aumenta assim para sete o número de elementos expatriados da AMI a trabalharem na missão Haiti. Recorde-se que ontem partiu uma primeira equipa exploratória constituída por dois elementos: Tânia Barbosa, directora do Departamento Internacional, e Marta Andrade, coordenadora de projectos. Esta equipa está realizar os contactos necessários com os parceiros locais e outros actores internacionais para desenvolver uma ajuda humanitária concertada e mais eficaz.
Ontem foi lançado um apelo à sociedade civil e aberta uma conta emergência para o Haiti.
Pode efectuar o seu donativo para a AMI para:
Conta Emergência BES - NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade 20 909 Refª 909 909 909 em Pagamento de Serviços
excertos...
"(...) Há pessoas que entram em pânico quando são obrigadas a lidar com a realidade das relações amorosas, e tu és uma delas. O teu labirinto não te permite deixar que aqueles que te amam se aproximem mais do que aquilo que consideras seguro para ti. És um ermita por natureza e por escolha própria. E acredita que sei que, no fundo, até és feliz, ou pelo menos vives momentos de grande tranquilidade, sozinho habituado apenas à tua presença, ao teu cheiro (...) Precisas tão desesperadamente do silêncio como eu de palavras (...) O teu medo quase letal perante a viabilidade da nossa relação assustou-te de tal forma que me fechaste a porta na cara várias vezes, embora depois não resistisses a voltar. Agora sou eu que não resisto a fechar-ta na cara, com toda a força que tenho e com toda a veemência que sinto. Quando batemos com a porta, também é para nós. Precisamos que se abata sobre a nossa consciência esse estrondo final, como qualquer coisa de grandioso que se quebra, um enorme edifício que implode.É fundamental bater com a porta, e com quanto mais força, melhor, principalmente se já levámos com ela na cara (...)"
Margarida Rebelo Pinto, in O dia em que te esqueci
...
Do livro “Artista de Circo” de Margarida Rebelo Pinto:
“A vida são portas condenadas. Portas que passamos, pensando que, ao abrirmos, vamos descobrindo e arrumando o caos interno, mas afinal percebemos que à medida que os anos passam, elas se vão fechando uma a uma, nas nossas costas ou na nossa cara, batendo com uma veemência esmagadora que nos deixa de braços estendidos ao longo do corpo e a perguntar em surdina porquê. A vida são portas condenadas, primeiro fecha-se a porta da infância, dos bolinhos de lama para o lanche das bonecas, tiram-nos as rodinhas das bicicletas e dizem-nos és capaz, tu és capaz a partir daí a vida estreita-se num arame cada vez mais fino e ténue e é então que vamos percebendo que viver não é mais do que um precário equilíbrio, uma travessia solitária pelo arame traiçoeiro que nos há-de levar a um lado qualquer que é sempre do outro lado, onde está tudo aquilo que nos convencem que queremos ou que simplesmente escolhemos como objectivo para alcançar uma coisa qualquer a que gostamos de chamar tranquilidade.”
E vou pensar... apesar de como diz a Ana, penso tanto, tanto e não chego a grandes conclusões...
Bom fim-de-semana.
Beijos e sejam felizes...
quarta-feira, janeiro 13, 2010
fraqueza...
É tão grande a fraqueza do género humano, tamanha a sua perversidade, que, sem dúvida, lhe vale mais estar subjugado por todas as superstições possíveis - desde que não tenham carácter assassino - do que viver sem religião. O homem sempre teve necessidade de um freio e, por ridículo que fosse sacrificar aos faunos, aos silvanos ou às náiades, era mais razoável e mais útil adorar essas imagens fantásticas da Divindade do que entregar-se ao ateísmo. Um ateu que fosse razoador, violento e poderoso, seria um flagelo tão funesto como um supersticioso sanguinário. Quando os homens não dispõem de sãs noções acerca da Divindade, as ideias falsas suprem-lhes a falta, tal como nos tempos de desgraça se fazem negócios com moeda falsa quando falta a moeda boa. O pagão, se cometia um crime, temia ser punido pelos seus falsos deuses; o malabar teme ser punido pelo seu pagode. Em todo o lado onde há uma sociedade estabelecida, é necessária uma religião. As leis exercem vigilância sobre os crimes conhecidos, a religião exerce-a sobre os crimes secretos. Mas, a partir do momento em que os homens chegam a abraçar uma religião pura e santa, a superstição torna-se não apenas inútil, mas muito perigosa. Não se deve tentar alimentar com bolotas aqueles que Deus se dignou alimentar com pão. A superstição está para a religião como a astrologia está para a astronomia, a filha louca de uma mãe sábia. Essas duas filhas subjugaram durante muito tempo a Terra inteira.
Voltaire, in 'Tratado Sobre a Tolerância'
Beijos e sejam felizes...
terça-feira, janeiro 12, 2010
gosto...
gosto do barulho da cidade, gosto da possibilidade da cidade, não gosto de estar limitado naquilo que penso e no que faço, gosto de repensar o que já foi pensado.
gosto do som do mar, gosto do sol, gosto da chuva, gosto do cheiro a terra húmida, não gosto de confusão...
gosto de ter gostos, gosto de convicções, não gosto do vazio, gosto do indefinido. não gosto de sentir faltas das pessoas que não sentem a minha falta...
gosto das minhas coisas, gosto dos meus objectos, gosto dos meus gatos e dos meus cães, gosto dos meus familiares, gosto dos meus amigos...
gosto de respirar fundo. gosto de fazer uma pausa antes de acelerar, não gosto de estar parado. gosto de conhecer pessoas, não gosto de me enganar com as pessoas [tanto para o bem como para o mal]...
gosto da honra e da palavra, não gosto do que não é autêntico. gosto de carinho, gosto de saber que sou amado...
gosto do corpo humano, não gosto de saber que ele tem duração, tenho medo do envelhecimento.
gosto de música, gosto de ouvir rádio, gosto de constatar que tudo nesta vida tem a sua própria melodia [o seu ritmo], não gosto do que não emite som.
gosto da palavra [do poder da palavra], gosto do seu sentido e entoação...não gosto da palavra fim...
Beijos e sejam felizes...
segunda-feira, janeiro 11, 2010
1 ano como Dirigente do CNE
Faz hoje 1 ano que realizei a minha promessa de dirigente do CNE.
Há um ano aceitei o desafio. Talvez que este desafio seja o mais duro de sempre. Mas um desafio não espera. Aceita-se e acredita-se nele, custe o que custar... É preciso não ter medo de cometer erros. Afinal de contas, quantas coisas perderemos por termos medo de as perder? E, quando alguém deseja algo, deve saber que corre riscos...É por isso que a vida vale a pena, pelos riscos que corremos, pelos resultados, bons ou maus que conseguimos.
A minha escolha foi aceitar.
Durante toda a minha vida escutista (cerca de 18 anos), aprendi, dei a aprender, fui repreendido, gratificado, ganhei, perdi, chorei, ri. Nunca mais me esqueço de noites de luar, noites de chuva, raids que nos aproximavam, actividades que nos preenchiam, palavras que nunca se esquecem, palavras que gostaríamos não ter ouvido, mas que lá no fundo temos a sensação de que afinal tinham uma razão.
Tudo isto passado, tudo isto ganho...Para mim o escutismo é algo mais que uma actividade, que uma fraternidade do ar livre. Para mim tornou-se um estilo de vida... tornou-se uma vida.
É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida tão interessante.
Hoje e passado um ano, não posso deixar de agradecer aos meus familiares e amigos que sempre me acompanharam... mesmo quando o tempo que dedico aos escuteiros é superior aquele que lhes dedico a eles.
Não posso deixar de agradecer ao Grupo de Pioneiros 34 que caminhou comigo e esteve presente de forma muito importante da minha promessa. Agradeço também ao Clã 26 onde actualmente sou Chefe. Agradeço ao meu agrupamento, ao movimento...
A Todos um muito OBRIGADO... um ano já cá canta... tenho um logo caminho por trilhar...
Canhota fraterna...
sexta-feira, janeiro 08, 2010
adeus...
O gosto amargo do adeus, adeus que não foi dito. Ficou a lembrança triste de ti. O vazio dentro de mim, a lágrima esquecida, que o vento encarregou de secar. Ficou um grito dentro de mim, só tu não ficaste. A vida é mesmo assim, mas, como esquecer tudo o que fizemos e o que fomos? Como esquecer que gosto de ti? Ficou uma saudade louca dentro de mim, eu não posso suportar, sinto vontade de abraçar a morte e nela dormir o sono eterno, sinto vontade de gritar, de acabar com tudo, de me sufocar nessas palavras imbecis. Mas, a vida continua, e eu aqui para justificar a minha.
Dói saber que as palavras ditas se perderam e que agora o nosso “nós” se tornou eu e tu. Ficamos diferentes para convivermos, mas sem perceber, que as nossas diferenças sempre existiram, momentos bons que ficaram.
Olho aquele sorriso que um dia me fez ficar tonto, sei que estou triste. Sentirei falta das músicas, dos momentos, dos “sermãos”. Espero que sejas feliz, pois eu fui, não considero tempo perdido, tu foste importante, mas agora és uma lembrança, de alguém que passou e que espero que um dia volte.
Eu não pedi que fosse para sempre, mas eu também não queria que fosse assim.
Beijos...
bom fim-de-semana...
E já estamos quase de fim-de-semana. Aqui deixo, saudações de BOM FIM DE SEMANA, e claro também deixo um texto de Gabriel Garcia Marquez, que já à algum tempo andou a circular pela net, mas na semana passada, a revista “Arte”, voltou a falar dele e a comprovar a sua autoria. Aqui fica...
“... Se por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria em tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, por sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom gelado de chocolate. Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestir-me-ia simplesmente, e lançar-me-ia de bruços no chão, deixando a descoberto não apenas o corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse... Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas, um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo das suas pétalas. Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas amo-vos, amo-vos... Convenceria cada mulher e cada homem de que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor. Aos homens, provar-lhe-ia como são estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar... A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com os homens... Aprendi que todos querem viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpada... Aprendi que quando um recém-nascido aperta a mão com a sua pequena mão pela primeira vez o dedo do seu pai, tem-no prisioneiro para sempre... Aprendi que um homem só tem direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com todos...”
Beijos e sejam felizes...
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