sexta-feira, maio 29, 2009


"Toda a paixão é, por natureza, triste, porque mortal. O prolongamento da vida acentua essa mortalidade e obriga-nos a trabalhar o amor com o afinco de uma obra de arte - que depende muito mais de imaginação e vontade do que dessa celebrada deusa nunca vista chamada inspiração
."

Inês Pedrosa, in Expresso

dia feliz...


Sempre chega o dia em que de uma forma ou outra partimos. Falo por mim... sou avesso à mudança. O corte é sempre penoso. Há um certo vazio que toma conta de nós, a melancolia reganha novas forças. Olhamos uma vez mais o que vamos deixar e, com amargura, viramos costas e seguimos. Amanhã é dia de novo.

Hoje é um dia feliz... libertarmo-nos de algumas coisas, só dá vida à alma... e maior felicidade à vida.

Hoje sinto-me solto e feliz...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, maio 26, 2009

uma noite...


Foi uma noite fora do normal. Divertida. Diferente... sem complexos! Claro que nos amamos. Só quem ama se permite a esta clareza de espírito e abertura de conversa.

Ontem amamo-nos... e hoje? Talvez não...

Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, maio 25, 2009

proximo do Pentecostes...



E porque não acreditar sem ver?



retirado do site esssejota

mais 7 dias...


E uma nova semana agora começa… Este foi uma fim-de-semana tranquilo… a paz que tanto necessito esteve mais próxima de mim, este domingo. Um dia passado em família, no aconchego do lar, sem stress, confusões, sem pessoas… apenas e só em casa… no meu canto.

O tempo nasceu cinzento. Assim como o estado geral de muitas das pessoas. Aliás a tristeza parece ser mesmo o sentimento geral da comunidade. Uma apatia, melancolia que parece já fazer parte da nova realidade em que vivemos.
Nós temos de ser a mudança, essa mudança que é necessária, para que o sol não ilumine apenas a terra, mas também nos ilumine a nós. Já uma vez falei, sobre a necessidade, neste tempo de crise, de sermos um, de vivermos mais com os outros e também para os outros. Um cliché que muito nos pode fazer mudar de atitude será mesmo este: “uma tristeza partilhada é meia tristeza…”.
Precisamos de desabafar com o, sofrer com o outro, sorrir com o outro, partilhar com o outro.

Necessitamos de viver mais a “nossa rede social”, precisamos dos nossos laços, dos nossos conhecidos e amigos, sem eles não somos nada. A necessidade de agregação é tão antiga como a nossa própria existência. Somos seres sociais, temos necessidade do outro, e é no outro que podemos vencer toda a espécie de inércia que nos invade.

Gandhi, líder espiritual budista, escrever um dia: “Nós deveríamos ser a própria mudança que desejamos ver no mundo. Não vale a pena exigir dos outros aquilo que nós próprios ainda não tivemos coragem de mudar”.

Deixo-vos hoje com este pensamento… é altura de fazermos alguma coisa, sempre pensando na globalidade e não apenas em nós mesmo.
E tempo de mudar…

Beijos e sejam felizes…

sexta-feira, maio 22, 2009

citação actual...

Uma sociedade inteira vive mergulhada num mundo de facilidades e aparências, afogada em sms, mails, blogues e redes sociais, onde procura criar uma estranha forma de vida e de relacionamento humano, que garante o contacto e o sucesso imediato e dispensa o incómodo que é enfrentar a vida real, sem ser a coberto do anonimato ou do disfarce hipócrita, e sem ter de assumir as consequências dos seus actos nem o vazio de passar por aqui sem ter feito nada de útil para os outros.


Miguel Sousa Tavares, in Expresso

eu sei...

Se eu voar sem saber onde vou
Se eu andar sem conhecer quem sou
Se eu falar e a voz soar com a manhã
eu sei...

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá,
só deus sabe o que será
Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim

Se a tristeza é mais profunda que a dor
Se este dia já não tem sabor
E no pensar que tudo isto eu já pensei
Eu sei...

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia dia eu disser que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá,
só Deus sabe o que será
Não há outro que conhece, tudo o que acontece em mim

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Na incerteza de saber o que fazer o que querer
Mesmo sem nunca pensar que um dia vais passar
Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim



Ontem passei a noite a ouvir pessoas cantarem, umas melhores que outras. Esta canção de Sara Tavares – Eu sei – foi interpretada duas vezes.

Ontem também não foi uma noite totalmente feliz, estava sem a tua presença, a tua magia... e sem duvida que estava com vontade de não estar ali.

“Na incerteza de saber o que fazer o que querer
Mesmo sem nunca pensar que um dia vais passar
Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim”

Esta é a incerteza que invade o meu ser, a incerteza da tua presença, a inconstância dos teus sentimentos, a fugacidade de tudo isto... Por vezes acho que ter-te é mais difícil que não estares ao pé de mim, por vezes acho que perder-te seria a felicidade... Não sei o que pensar, o que viver...

Interessante... nunca pensei poder dizer tão claramente, como hoje... gosto demais de ti...

Bom fim-de-semana.

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, maio 19, 2009

encontrar-me...

Um dia destes vou encontrar-me comigo. Fechar os olhos e olhar para mim, a ver se Te encontro. Suspeito que sim. Porque dentro de mim tenho visto mais luz, mais silêncio, mais esperança, mais desafio. Que me parecem ser os traços do Teu rosto. Um dia destes vou ficar assim, quieto por um momento.
O silêncio agrada-me...
Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, maio 18, 2009


"As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!"

Bob Marley


Uma citação interessante...

...



Por momentos fico assim, perdido na lembrança delinear de um beijo... do teu beijo...

É altura de ser feliz...

a ternura...


A ternura é dos sentimentos mais nobres que podemos manifestar. Não tem que necessariamente andar ligada à amizade, nem ao amor, mas pode bem coexistir com eles. Pode ser, pois, um sentimento que neste aspecto caminhe isolado. A ternura é por definição não interessada. Esse é o seu aspecto nobre.

Sentir ternura por alguém é único e suficientemente bom...

Vamos viver na ternura... Boa semana...

Beijos e sejam felizes...

quinta-feira, maio 14, 2009

Bocas que intoxicam... as procissões


Ouvimos tanta coisa contraditória que se torna difícil fazer uma síntese e separar a parte aproveitável da outra. Somos continuamente intoxicados por sound bytes melífluos que apenas se destinam a desviar a nossa atenção do essencial... e o que é mais triste, é que a maior parte das vezes conseguem-no!

É exactamente isto que tem acontecido na minha terra natal. Tudo, porque surgiu a ideia, no meu entender brilhante, de mudar as procissões de Nossa Senhora de Fátima do mês de Julho, para o mês de Maio – o mês de Maria.

O ridículo da situação é existência de alguns católicos ditos conscientes e activos na vida da paróquia, ou melhor activos no burgo onde residem, e na capela que ali se encontra, e que não entendem que a decisão da mudança do mês da procissão, não se prende com nenhuma questão de pura batalha contra ou a favor deste grupo de católicos. Mas sim com uma questão de lógica liturgia. É lamentável que se suje uma procissão mariana com discussões mesquinhas e ridículas, que apenas e só, mancham e trazem a luz do dia, a falta de evangelização, de vivência cristã e de sentido de comunidade de muitos dos ditos católicos conscientes.

Agora é só esperar que no sábado e no domingo, a inteligência, a fé, a caridade tomem lugar, e que de uma vez por todas se deixem cair os bairrismo, a hipocrisia, a mesquinhez de espírito... Que neste fim-de-semana todos à sua maneira possam conscientemente fazer festa a Maria e no acto de puro respeito por Ela e pelos outros vivam a sua fé...

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, maio 13, 2009

sonhos...


Há muito tempo que não me lembro de sonhar nada. Dizem que sonhamos todos os dias mas nem sempre nos lembramos dos sonhos.

Hoje lembro-me perfeitamente que sonhei.

Estavas lá e tinhas um sorriso mágico.

Depois quando acordei, tinha uma mensagem com a seguinte frase:
“Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.” Saint – Exupéry

Talvez tenha sido a despedida...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, maio 12, 2009

à escuta...

“O nosso dia-a-dia está cheio de sons e ruídos, vivemos constantemente rodeados dos barulhos mais diversos: automóveis, todo o tipo de máquinas e aparelhos, os sons da cidade, a televisão ou o rádio sempre ligados, dentro de casa, no escritório, nas lojas e até nos transportes públicos. Ouvimos constantemente, mas temos pouco espaço para escutar: deixar-nos tocar pelo que está à nossa volta, numa atitude mais activa do que passiva, que exige esforço… e silêncio, esse vazio no qual somos confrontados connosco mesmos, sem artifícios nem fuga possível. Só no silêncio – que não é apenas ausência de barulho – podemos escutar a nossa interioridade, prestar atenção aos nossos sentimentos e desejos mais profundos (sem rotulá-los facilmente como “bons” ou “maus”) e com eles perceber para onde caminhamos.
Do silêncio e da escuta nasce também o diálogo: dispor-me a acolher o outro, inteiro, no que ele tem para dizer e para dar, sem procurar impor-me ou sequer buscar o meu próprio interesse na conversa. Este encontro verdadeiro pede coragem: todos nós já fizemos a experiência de, numa viagem de carro a dois, preferir ligar o rádio a arriscar o silêncio… Mas também as palavras podem ser ruído, poluição sonora, se não brotarem da nossa profundidade, se permanecerem na superficialidade da conversa de circunstância ou do discurso politicamente correcto.”

Um texto interessante…

Fica um convite, vamos viver à escuta?

Beijos e sejam felizes…


PS: retirado do site dos jovens jesuistas

segunda-feira, maio 11, 2009

TU!


Só o impossível é digno de ser sonhado.

O possível deixa-se colher no dia a dia fácil de cada um...

Mesmo podendo ser impossível, é por ti que vou estar sempre esperar...

Outras pessoas aparecem... fugazes... por vezes até parece que vou ser feliz com alguma delas, mas só depois reparo... que só tu, só mesmo TU, me fazes bem!!

queima...


E regresso hoje a mais um dia de trabalho. Depois de alguns dias de “férias” e de muita diversão na Queima da Fitas 2009... regresso à tranquilidade... Hoje o dia acordou a chover, hoje também não estou muito bem disposto... não me agradam nada as segunda-feiras...

No caminho para o trabalho, passei pelo Queimodromo, e vim a pensar, na diversão... e de como a queima de 2009 me tocou tão pouco. É verdade que já não sou estudante a tempo inteiro. Mas achei que o convívio este ano estava mais frio, menos emotivo... Gostei de uma ou outra noite, de um ou outro encontro... mas mais nada além disso...

A Queima é por definição, a época dos excessos, alguns bem para lá do que é tolerável... Também a época da saudade, do adeus... a uma cidade que acolhe com carinho e com muito calor cada estudante seu. Apesar de não ser um amante desta cidade, tenho de admitir que Coimbra recebe de uma forma especial cada estudante...

Na sexta-feira à noite, na espera para mais um jantar, estava rodeado de pessoas especiais e com a lua como companheira fiel.. A lua imensa parecia que nos absorvia a todos no seu encanto. Coimbra à noite torna-se uma cidade especial, mais verdadeira, mais limpa, mais próxima de mim.

Deixei a última noite do parque, com um rasto de saudade, dos anos que vivi esta época intensamente, saudades das pessoas que já perdi, saudade talvez até daquilo que não vivi...

Beijos e sejam felizes...

quinta-feira, maio 07, 2009

sossego...


Para sossegarmos precisamos de estarmos encontrados connosco. Precisamos estar de bem. Isto nada tem com sermos bonzinhos! Tem sim a ver com uma identificação e um reencontro interior. Só isso possibilita o repouso. E afirmo-o mais uma vez: é simplesmente revitalizante.
Estes últimos dias têm sido de uma paz nunca antes vivida.

O sol e o afastamento de fontes de desestabilização potenciam isso mesmo... o regressar às origens, à serenidade, e a vida continua... de forma calma e descontraída... viver sabe bem!

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, abril 29, 2009

Fazemos contas aos dias que passam e damos conta que passaram os dias sem darmos conta que já não se repetem. Que muitos dias, apesar de cheios de gente que atropelada em ambições, desejos e muita merda sem sentido, se resumem a nada. Damos conta que perdemos tempo! O tempo, se como dizem, é o que fazemos com ele, pergunto eu agora e aqui: quando é que temos a certeza que estamos a perder tempo?
Beijos e sejam felizes...

terça-feira, abril 28, 2009

doente...


O que é que não é efémero?! Tudo que é eterno dura enquanto dura. A volatilidade é a regra. Pensa-se no hoje. Mais que o hoje, pensa-se no agora. O amanhã já é algo longínquo, indefinido. Uma das poucas certezas que tenho é que o que permanece é o efémero! Mas gostava que não fosse.

Gostava que os bons momentos durarem uma vida, mas não dura. É exactamente por isso, que a felicidade total é uma ilusão... vivemos dias e momentos felizes... nada mais que isso.

Hoje acordei novamente doente... a minha fragilidade faz com que vezes demais, fique doente... o que me atormenta, nem é tanto a fragilidade física, mas aquele que tento encobrir permanentemente... a minha enorme fragilidade psicológica... ou serei eu mesmo forte!?

Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, abril 27, 2009

caminho escolhido...


Estamos permanentemente a fazer escolhas, mesmo quando não escolhemos. Opta-se por um caminho em detrimento de outro e não há forma de reescrever a História. A vida tem apenas um sentido. Diz-se e bem, que não vale a pena chover no molhado! A propósito... hoje não chove.
Será que posso voltar atrás?!

Acho que já não vou a tempo...

Enfim... que seja pelo menos feliz, por este caminho escolhido...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, abril 21, 2009

farto...


Que merda é esta caralho! Tudo onde toco me faz recuar no tempo. Abro uma gaveta e está uma recordação. Um sonho arquivado e a porcaria de um passeio que mesmo que não tenha sido feito foi planeado. Que merda é esta? Se dizem que não há coincidências. Sofro? Não, o meu coração está trancado. Está onde não chega a dor... Esqueci-me da chave numa gaveta qualquer. Desta vez fui eu que me esqueci da chave. Não sofro mas tenho raiva.

Quem te julgas tu?

segunda-feira, abril 20, 2009

viver...


Gosto do azul como a minha vida. Do branco como a alma. Do verde como a esperança. Do encarnado como a paixão. Do violeta como a música. Do laranja como a alegria. Do rosa como o meu segredo. Do castanho como a terra.

Gosto de cores, de luz, de alegria...

Hoje acordei tarde, sem vontade de ir trabalhar... mas vim, a vida tem destas coisas, vontades diferentes que temos necessariamente de aprender a vencer...

Segunda-feira... mais uma semana começa... Vamos viver na alegria...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, abril 14, 2009

os jovens... o seu lugar na Igreja


Os jovens não vão à igreja! Os jovens estão perdidos! Não há vocações! A Igreja é para os velhos e conservadores! Os jovens…!


Todos os dias ouvimos dizer nas nossas comunidades estas e tantas outras coisas que nos fazem perguntar: Porque é que os jovens já não se interessam pela Igreja? Assim colocada, a pergunta parece atirar a responsabilidade para o lado dos jovens. E esta é uma leitura perfeitamente lícita – o materialismo, o hedonismo, a falta de horizonte não são propriamente bichos raros entre a gente nova. A questão, contudo, pode muito bem ser virada ao contrário: “Será que os Jovens interessam à Igreja?” Os jovens como eles são, e não como gostaríamos que eles fossem. Não se trata de pôr em causa a instituição Igreja – os seus dois mil anos de história garantem-lhe uma sabedoria que não questiono – mas será que nós, Igreja, temos feito o esforço suficiente para falar a linguagem dos mais novos? Será que estamos dispostos a acolher os ventos de futuro que abanam as estruturas antigas e que muitas vezes põem em causa a nossa maneira de estar e pensar? Estaremos realmente abertos a uma diferença que ameaça, mas que não pode deixar de encerrar um dom? Os jovens não são os mesmos de há 40, 30 ou mesmo 10 anos atrás. E os seus problemas e sonhos também não. O mundo é outro e isso não pode ser esquecido ou ignorado!


Por exemplo em Portugal, nós, Igreja, olhamos muitas vezes com desconfiança fenómenos como os “Morangos com açúcar”, o iPod”, o “Messenger”, os telemóveis… Mas serão estas realidades simplesmente perigosas, ou antes possibilidades que poderiam fazer chegar aos jovens o Evangelho? Será que Jesus não olharia todos estes meios como uma imensa possibilidade?
E no entanto, continuamos a perder oportunidades quando criticamos a realidade, que nos parece adversa, sem antes fazer o esforço de descobrir nela uma dádiva que nos convida a ir mais além. Julgo que este é o ensinamento da cruz: Jesus abraça um mundo que o condena. Não para se submeter ao mundo, mas para fazer crescer o melhor que ele encerra.


Os jovens são intensos, são tecnológicos, são “computorizados”, mas continuam à procura das experiências verdadeiras e profundas, como procuravam os jovens do passado e como irão procurar os jovens do futuro. Só que cada tempo tem a sua maneira de procurar.


Os jovens, dizia o Papa João Paulo II, “são os primeiros protagonistas do terceiro milénio [...] são vocês que vão traçar os rumos desta nova etapa da humanidade”. Também o Papa Bento XVI tem manifestado o desejo de confiar aos jovens o futuro da Igreja e do mundo. Durante a sua visita ao Brasil em 2007 afirmava: “O meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis a vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja apresentar-se-ia desfigurada.”


Os jovens são o futuro! A Igreja já mergulhou no terceiro milénio, e Jesus continuará a estar presente no mundo pelos jovens de hoje e do futuro. Por isso acredito que é preciso aprender, construir e viver com eles e não desacreditá-los, esquecê-los ou negar a sua realidade!


Pedro Palma


Não escrevia melhor... concordo inteiramente...


Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, abril 13, 2009

o outro lado da alegria...


E já estamos a viver a Páscoa... os 50 dias que festejamos mais intensamente este grande mistério de fé, que foi a Ressurreição de Jesus Cristo. É um tempo de mudança... mudança das nossas atitudes, das nossas opções, dos caminhos que escolhemos... 50 dias para mudar, será que somos capazes?

Ontem andei a fazer a Visita Pascal... Ontem tocou-me uma situação, se extrema solidão e quase abandono. Uma senhora que simpaticamente quis receber Jesus Ressuscitado e que tinha para dar, em vez de um sorriso, uma história de vida triste, uma história presente vazia e muitas, muitas lágrimas.

Olhei para aquele senhora de 86 anos e não consegui ficar indiferente... Um senhora de conversa fácil... que mais que uma Cruz para beijar... necessitava de uma palavra, de um carinho, de um tempo...

Saí daquela casa a pensar... no tempo que gastamos em coisas inúteis, no amor que não damos, na amizade que não alimentamos... perdemos tempo com pequenas nadas... e depois existem tantas e tantas pessoas, numa extrema solidão... que nem sequer necessitam de palavras... querem apenas um ouvido, uma presença...

Feliz Páscoa...

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, abril 08, 2009

Porque...

Porque será que nunca te afastas de mim?


Porque será que nunca nos resolvemos?


Porque será tão difícil amar-te?

dias...


Há dias em que nos apercebemos dos cheiros da manhã mal fechámos a porta de casa.
Há outros que não.Há dias em fazemos “check” em todos os compromissos da agenda e ainda conseguimos ler uma página do livro que nos ofereceram naquele dia especial. Outros há em que ficam até compromissos por cumprir.
Há dias em que nos dá vontade de cuidar com carinho dos laços de amor que construímos. Outros em que dá a sensação que acordamos para os estragar.
Há dias em que ficamos felizes quando, ao deitar, percebemos que não passamos pelo sofá e não perdemos tempo com a TV. Outros há em que o sofá parece estar encantado e com o poder absurdo de nos amarrar nele em eternidades vazias.
Há dias em que a nossa alegria é tão contagiante que fica difícil acreditar que não temos colocados uns grandes óculos verdes com guizos de cores de festa e um nariz de palhaço bem vermelho e redondo. Outros em que, sem razão aparente, a nossa sobrancelha levanta e expressões de irritação e desilusão invadem a nossa cara e não arredam pé… e sentimos que nos vamos afastando de nós, do mais essencial e bonito que temos e somos. E vamo-nos apercebendo que vamos fazendo “o mal que não queremos” e não conseguimos concretizar todo “o bem que temos para fazer”.

E os dias vão passando... e a vida vai seguindo...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, abril 07, 2009

a cruz...

Na Cruz a experiência da morte de Jesus é já quase gozosa na dor, porque é dor de uma comunhão com o Pai. Entregar-se e comungar também dói. O grito "Meus Deus, meus Deus, porque me abandonaste" é um grito de esperança e um acto de confiança que resume tudo num testemunho. Na cruz morre a morte, morre o que é mortal que é o pecado, para deixar vir ao de cima a vida, que é o amor. Neste sentido, a Ressurreição é na morte e não depois da morte.
Vasco P. Magalhães, sj
Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, abril 06, 2009

solidão...

“A desventura máxima é a solidão. (…) O problema da vida é, portanto, o seguinte: como romper a nossa solidão, como comunicar com os outros. Assim se explica a existência do matrimónio, da paternidade, das amizades. Mas que a felicidade resida nisto, balelas! Porque se deva estar melhor comunicando com os outros do que só, é estranho. É talvez apenas uma ilusão: a maior parte do tempo, estamos muitíssimo bem sós. É agradável ter, de tempos a tempos, um odre em que nos possamos despejar e, em seguida, bebermo-nos a nós próprios: dado que pedimos aos outros apenas aquilo que já temos em nós. É um mistério o motivo por que não basta perscrutar e beber em nós próprios e seja preciso reavermo-nos por intermédio dos outros.”

Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'
Beijos e sejam felizes

quinta-feira, abril 02, 2009

a culpa também é nossa...

Que é que esta gentinha anda a fazer com a nossa capacidade de sonho?

Durante anos a fio acenaram-nos com o El- dorado e agora, com um simples estalar de dedos, acordam-nos para a realidade dura. Aquela que eles cuidadosa e meticulosamente foram criando para nós. Os vendedores de sonhos apearam-nos e o autocarro já recolheu!

E o que podemos fazer agora? Como vamos seguir o caminho?

Tanta perguntas e nestes tempos difíceis, escassam as respostas... Viver positivamente parece cada vez mais difícil e minoritário...

Nós podemos fazer a diferença... ainda nos resta um pouco mais de esperança... vamos usa-la e sermos felizes... Ok?

Beijos... e até segunda-feira...

quarta-feira, abril 01, 2009

hoje não me apetece...

Não temos que escrever todos os dias. Temos que ser felizes a fazê-lo. Não me tem apetecido escrever, e talvez não me tenha apetecido dividir a felicidade que tenho com vocês. Sou egoista? Talvez seja. Não é preciso escrever todos os dias, mas é preciso ser feliz todos os dias. Como isso é complicado de acontecer, vamos aproveitar ao máximo quando somos.
A felicidade fica-me tão bem!
Beijos e sejam felizes...