sexta-feira, julho 17, 2009

viva... FESTA!!!!

São tempos de festejo. São tempos em que tudo apetece. São tempos em que nos predispomos. Focamos a nossa atenção em pontos diversos dos do resto do ano. Vivemos despreocupadamente, como que esquecendo que daqui a pouco o rame rame se vai de novo instalar!

É tempo de festejar... apareçam na Pampi e venham festejar a padroeira - SANTA MARINHA

Como tão bem disse a Marlene - vamos irradiar alegria...

Beijos e sejam felizes...

Regresso na segunda - depois do fim dos festejos...

quinta-feira, julho 16, 2009

fechar ciclos...


A vida tem ciclos. A nossa tem ciclos que criamos como entendemos ou conforme as expectativas que temos. Vive-se uma fase. Fecha-se um ciclo e estamos dispostos a começar outro. Demora um tempo desde que um se fecha e outro se abre. Há que pensar bem. Fazer novos projectos. Projectar novos desafios. Agarrar a certeza de que é isso que se quer. Não é nenhuma novidade. Já fechei muitos ciclos da minha vida. Já vivi fases que se transformaram em ciclos sempre com a certeza de que para o bem e para o mal, teriam de ser vividos assim. Se me perguntarem, e arrependimento, há? Claro que sim! Mas haveria mais se não tivesse vivido fases que escolhi, e depois nunca saberia onde iria parar o caminho que não escolhi. Todos devemos, porque faz bem, ter a coragem de fechar ciclos. Mesmo que custe, que aparentemente seja o fim do mundo e que se entre num turbilhão de sentimentos. É preciso viver tudo com entranhas para que haja coragem de entrar numa nova história. Vazia. Uma página em branco que vai ser escrita. Com que final? Isso nunca se sabe... e assim é que tem graça.

Não acham?

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, julho 15, 2009

...

O ponto de viragem no processo de crescimento é quando descobrimos o centro da força dentro de nós mesmos, que sobrevive a qualquer sofrimento.”

(Max Lerner)

Está quase...

ser bem disposto...

“Tanta gente me pergunta porque é que eu estou sempre bem disposto que decidi responder. O segredo é que eu também estou sempre mal disposto. Faço é para não estar, não parecer. (…) E como é que eu faço para estar bem disposto, encontrando-me na verdade tão triste e miserável como vocês todos? Há várias técnicas. A mais importante é a técnica do proporcionamento. Consiste em atribuir a uma dado problema pessoal a proporção que tem no mundo. Há gente a sofrer de verdade, a morrer, de fome, de doenças, de terramotos, que o nosso sofrimento, quando é publicamente exibido, é pequeno e obsceno. (…)

Estar bem disposto como indica a própria expressão, não é estar bem. É estar bem disposto. É dispor o que se tem – a cara, os gestos, a roupa – de maneira a parecer bem. Mais bem. Menos mal. Fazer por estar bem disposto é como fazer um ramo de flores com aquilo que se tem em casa. Usa-se o que se tem e faz-se o melhor que se pode. (…) Estar bem disposto não tem nada a ver com estar bem. É estar á disposição das pessoas com quem se está. (…) Estar bem disposto é estar disposto a aceitar que se pode estar, muito, muito, muito, pior. Estar bem disposto é uma mistura de sentido de proporção, sentido de humor, capacidade de disfarce e vontade de ajudar.”

Miguel Esteves Cardoso in Último Volume

E isto a propósito de que? Perguntas tu e muito bem… Este texto surgiu como resposta para algumas pessoas que me questionaram a pessoas que sou e a pessoa que mostro no blog. Qual das duas será a verdadeira?

A resposta é simples, este blog permite deitar para fora, coisas que de outro modo ficarariam sempre para mim. Pessoalmente sou BEM DISPOSTO. Ser feliz… ainda é um grande caminho…

Beijos e sejam felizes…

segunda-feira, julho 13, 2009

aos meus amigos...

Redes, laços, nós... ninguém consegue viver sadiamente de forma isolada. O nosso ser gregário manifesta-se dos mais diferentes modos, sendo que a necessidade dos outros é uma característica permanente dos mamíferos. Nunca nos perderemos, ganhando os outros!

Nestes dias tenho tido maior necessidade dos outros, da família, dos amigos e daqueles seres mágicos e especiais que tornam os meus dias melhores, menos pesados.

A minha vida, está parada, a nível profissional uma indefinição que demora a clarificar, a nível amoroso suponho que desta vez fechei o meu coração ao mundo, farto de situações que mais me magoam do que me libertam e alegram. Só me resta, o melhor da vida, os amigos.

Todas estas situações, fazem com que veja e entenda cada vez melhor, que a amizade é mesmo o melhor sentimento do mundo...

Sem vocês estes dias teriam sido vividos de forma mais dolorosa, mais sofrida... com vocês, tudo tem sido vivido, na alegria, na partilha, na clareza de sentimentos e gestos.

Obrigado... estava mal e foram vocês me me deram uma ABRAÇO!!!

Beijos e sejam felizes...

sexta-feira, julho 10, 2009

é a vida...


A vida é assim... Melhor ou pior é a nossa e ninguém nos dará outra! Essa é que é uma certeza adquirida. Podemos é mudá-la para mais assim ou menos assim...! Há algo que está nas nossas mãos. Não tudo, não nos iludamos, mas alguma coisa há que nos compete fazer. A apatia sempre se pagou caro.
Hoje estou assim, com vontade de romper com o meu passado.

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, julho 07, 2009

"Não, não é cansaço... É uma quantidade de desilusão que se me entranha na espécie de pensar."

vou guardar o teu sorriso...

Percorro de memória as linhas do teu sorriso de um traço sonhador e um leve travo a saudade.

São como um convite esses lábios que enfeitiçam, murmuram desejos, insinuam promessas e incendeiam a vontade!

Percorro de memória esses caminhos que foram meus e que sei de cor ainda.

E por momentos fico assim, perdido na lembrança delinear de um beijo...
Beijos e sejam felizes...
Beijos e sê feliz...

segunda-feira, julho 06, 2009

coração a bater...


De que falamos quando falamos de amor? Falamos de paixão, ou falamos de um amor que tem que ser? Eu gosto de paixão. A dois, não a imagino isolada. Quero-a nova, fresca, sem marcas do tempo "isso é difícil", dizem alguns, "com o tempo isso passa" dizem outros... Que comodidade absurda de quem está na vida apenas a vê-la passar! Gente que não corre riscos, que vive confortável nos gestos seguros. De que nos serve um coração forte e pleno se não o usarmos da melhor forma. Se o atrofiamos com os mesmos gestos rotineiros e cinzentos só porque são horas ou está no calendário? Um coração serve para me fazer sentir vivo. Gosto de o sentir bater ritmado mas com força e vontade. Não entendo de outra forma. Por isso quando falo de amor, falo de paixão, coração e de tudo o que lhe vai dentro. De que falamos quando duas pessoas que se amam falam todo o dia sem dizer nada? Falamos de quê? De gente idiota que não aproveita a oportunidade, de gente arrogante que vive só virada para si ou falamos de rotina? Não gosto de rotina. Não a admito e muito menos a alimento. O meu coração vomita-a, ou então não lhe abre a porta. É disso que eu falo quando falo de amor. Falo de conversa apaixonada, desejos, sonhos, ciúmes, brigas e reconciliações...
Posso só dizer disparates, mas quando falo de amor. Falo. Não deixo que o façam por mim!
Faz-me falta!

Beijos e sejam felizes

Nota: este post não é da minha autoria, mas sim no blog: euclaudio.

ainda o ministro...


Não achei correcto o gesto do ex-ministro da Economia Manuel Pinho, mas também não acho que houvesse necessidade de tanto mediatismo. Uma vez mais, em Portugal dá-me mais valor a estas coisas, do que discutir com clareza o essencial. Hoje transcrevo um post do blog do jornalista Luis Castro que ilustra bem como com a maior das facilidades uma pessoa vai de bestial a besta.
Enfim… é o pais que temos.

Pinho A.C. (antes dos chifres)

Era um mau ministro.
As gaffes sobrepuseram-se às suas capacidades governativas.
Foi motivo de chacota.
Pediram-lhe a demissão vezes sem conta.

Pinho D.C. (Depois dos chifres)

Pinho foi um ministro muito esforçado – Pacheco Pereira
Pinho foi um bom ministro – Jornalistas de economia
Pinho trabalhava 16 horas por dia e deixou Portugal no mapa – Van Zeller

Einstein disse um dia:

“A fama é para os homens como os cabelos:
Cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia”

sexta-feira, julho 03, 2009

gente arrojada...


As coisas por vezes não são o que parecem. Quase nunca aliás! As pessoas não são o que julgam ser e nem nós próprios somos o que fazemos parecer... Existem surpresas em cada gesto, em cada dia, em cada acção... Gosto de ser surpreendido, gosto de surpreender e não falo de presentes embrulhados em papel colorido com um laço enorme. Gosto de atitudes que me surpreendam, por vezes chego a ser tão masoquista que gosto de uma ou outra desagradável surpresa para saber como lidarei com ela... faço-me entender?

O que quero mesmo é não deixar a minha vida cair numa rotina idiota, que é feita à custa de falsos pudores. Por vezes, longe de todos os olhares há gente que se mete à prova. Gente que gosta do desafio, de andar no fio da navalha. Acho que no fundo todos gostam disso, só que uns assumem, outros escondem-se e há ainda os que além de assumir os seus riscos resolvem corrê-los, seguros que em nada abalam a sua maneira de ser ou de estar na vida.

Eu sou daqueles que arrisca. Eu sou daqueles que acha que vale a pena fazer um dia diferente do outro. Se tu conseguires seres assim... É muito bom!
Para nós e para o mundo. O mundo só tem a ganhar com gente arrojada!

Vamos ser arrojados...

Beijos e sejam felizes...
"A ti, que tanto me deste e tudo me tiraste...!"

quinta-feira, julho 02, 2009

as asas de Deus...


O post anterior, de dia 1 de Julho, falava do perdão de Deus e das asas que cada um de nós tem. Hoje recebi um comentário de um padre amigo (Pe. Luís Miranda) com um texto que fala exactamente dessas asas. Sem autorização do próprio, atrevo-me a partilhar esse belíssimo texto em forma de oração.

Senhor, dá-me uma asa de reserva…

Senhor, quero agradecer-te o dom da vida.
Li algures que os homens são anjos com uma só asa:
podem voar somente quando abraçados.
Às vezes, Senhor, nos momentos de intimidade ouso pensar,
que também tu tens só uma asa.
A outra, tem-na escondida: talvez para me fazer compreender
que também tu não podes voar sem mim.
Por isso é que me deste a vida: para que eu fosse o teu companheiro de voo.
Então, contigo, ensina-me a manter o equilíbrio.
Pois viver não é “arrastar a vida”, não é “arrancar a vida”, não é “roer a vida”.
Viver é abandonar-se na aventura da liberdade.
Viver é distender a asa, a única asa, com a confiança de quem sabe
que és tu o seu grande companheiro de voo!
Senhor, peço-te perdão por cada pecado contra a vida.
Mas também te peço perdão, por todas as asas que não ajudei a distender.
Pelos voos que não soube encorajar.
Pela indiferença com que deixei a esgaravatar no pátio,
o irmão infeliz de asa descaída e que tu tinhas destinado a navegar no céu.
E tu esperavas em vão, por um voo que não se chegou a realizar.
Agora, Senhor, ajuda-me a dizer que colocar alguém no mundo não é tudo.
É preciso colocá-lo na luz.
E que anti-páscoa não é só o aborto, mas é cada acolhimento falhado.
É cada negação de pão, de casa, de trabalho, de instrução, de direitos primários.
Anti-páscoa é deixar o próximo no melancólico vestíbulo da vida,
onde “se vive apenas por viver”, onde se vegeta somente.
Anti-páscoa é passar com indiferença perto do irmão cuja asa, a única asa,
ficou inexoravelmente presa na rede da miséria e da solidão e por isso,
está convencido de já não ser digno de voar contigo.
Sobretudo, para este irmão que não tem sorte,
dá-me, ó Senhor, uma asa de reserva.

(Dom Tonino Bello)

Este texto-oração, faz me recordar a leitura da Eucaristia de ontem. Retirada do Livro do Génesis, o texto falava do pai dos crentes Abraão, da sua esposa Sara e do seu filho Isaac, mas também falava do filho da escrava - Ismael e como este Deus em situações diferentes, foi misericordioso para com todos.

É infinita a misericórdia de Deus, em cada tempo, em caso, Deus olha cada filho e percebe os seus problemas e “ampara” com a sua asa. Nós tendemos vezes demais, a fazer um auto-julgamento e afastamo-nos deste Deus escondido, mesmo à frente de todos. Mas acredito que Deus não esquece cada filho, não julga, não marginaliza. Mas acolhe, ampara, protege. Talvez seja mesmo esta a grande lição que temos de tirar, nós precisamos de Deus e Deus precisa de nós, juntos conseguimos mais.

Deus é amor e misericórdia, quando compreendermos perfeitamente esta verdade, seremos todos manifestamente mais felizes.

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, julho 01, 2009

sobre o perdão...

Entramos aqui, nesta palavra perdão, num mar tão fundo e tão denso, que o único pressuposto que me permite falar sobre ele é o facto de já ter sido perdoado. E quem já foi perdoado sabe do que é que estou a falar. O que é ser perdoado? No fundo, acredito não ser capaz de dizer muito acerca disto, porque aliás, pode-se dizer muito e não dizer nada. Falo então a quem já foi perdoado. A quem já errou, já desiludiu, já falhou, e há-de continuar a fazê-lo.

Ser perdoados é, por muito que nos custe, ser confrontado com a nossa finitude e incapacidade. Não é reduzirmo-nos à insignificância, nem abstermo-nos pela nossa incapacidade, mas sim reduzirmo-nos ao que somos. “Para Deus sobe-se descendo” (S. Francisco Xavier), foi o recado dado, mas provamos que somos tão pequenos, quando no perdão que nos é dado, vemos uma última hipótese, vemos uma incapacidade de sermos mais. Porque, parece-me, este é que é o mal de quem não gosta de ser perdoado, o de achar que sozinho se safa, de que sozinho é capaz.

E então, como respondemos a quem nos perdoa? Normalmente com promessas: “Da próxima vez não o faço”, ”vais ver que vou mudar”, etc. E acrescentamos a mentira ao mal que já fizemos. A mentira sim, porque se levantássemos a cabeça e olhássemos a nossa história, veríamos tantas vezes o mesmo erro. O problema é nós não conseguirmos compreender aquilo que não somos capazes de fazer.

O perdão de Deus é assim um absurdo aos nossos olhos. Acreditar que é no erro, no falhanço, na tão vivida vergonha, que somos chamados de filhos desconcerta-nos. Insistimos, então, na pequenez e encaramos o perdão com desconfiança, ou melhor, com contrapartida. “É só mais esta vez, que eu não perdoo mais”, ”olha que assim não vais lá… Talvez se…”. Fazemos da vida uma prova de obstáculos e não aceitamos o que nos é dado. Esquecemos que pecamos quando tentamos ser maiores do que realmente somos e o perdão, o de Deus pelo menos, é um acto de amor para com o que sobra de uma alma arrependida, e tantas vezes mal tratada. Falhamos e, numa justiça de talião, procuramos dar a nós próprios um castigo proporcional ao que julgamos que fizemos. Deixar-se perdoar é deixar-se Amar e ainda não temos o poder de dizer a Deus se nos deve ou não Amar.

Há pouco tempo, ouvi uma metáfora que muito me agradou. Um ateu seria alguém que acredita ter nascido sem asas ou com duas asas, dependendo se for pessimista ou optimista. Um cristão é alguém que acredita que Deus o criou apenas com uma asa. Estamos assim procurando a outra asa naquilo que o Senhor nos reservou, nos outros que o Senhor nos reservou.

Se comecei com uma citação de um santo, acabo com a de outro, que muito diz sobre o que somos, sobre o quanto precisamos dos outros e sobre o perdão: “Conservai a Vossa mão em cima da minha cabeça, Senhor, doutro modo Filipe, sem a vossa ajuda, faz alguma das suas” (São Filipe de Néri).

Que faço às minhas humilhações? Escondo-as? Ou entrego-as a Deus esperando assim a humildade?

Beijos e sejam felizes...

Texto escrito pelo irmão Manuel Vilhena - Companhia de Jesus

terça-feira, junho 30, 2009

todos temos um preço...

Há uma pergunta que se pode fazer e a resposta da maioria das pessoas é negativa a esse respeito.

As pessoas têm preço? As pessoas vendem-se?

É claro, é óbvio, é evidente que sim.

A começar pelo trabalho e a acabar naquilo em que estão a pensar, passando por uma miríade de situações. Mas não se gosta muito de interiorizar esta realidade. Dói! A verticalidade de barriga cheia custa pouco... muito pouco!

Isto a propósito de uma conversa com a mana Isabel, acerca do valor das pessoas. Recordamos os dois a professora de marketing ainda no tempo da agrária... que dizia e fundamentada lindamente esta visão. Todos temos um preço. Qual é o teu? lol

Beijos e sejam felizes...


segunda-feira, junho 29, 2009

Esta a chegar a hora do Adeus!


Este foi um fim-de-semana grande e rodeado de emoções. Um fim-de-semana de encerramento do ano escutista, com ele também encerra um ciclo de 2 anos, como chefe do Grupo de Pioneiros. A sexta, sábado e domingo passados foram a minha penúltima actividade com os meus pioneiros. Foram 3 dias recheados de emoções, falamos muito.

Revivemos momentos passados, acampamentos, acantonamentos, brincadeiras, amuos, alegrias, discussões, pontos de discórdia… choramos todos juntos, num abraço que levo no coração… Como disse naquela noite, a noite dos afectos e da verdade… numa conversa sincera… despedi-me de cada um, com um sorriso e um lágrima. Um sorriso de alegria por tudo que passei durante estes dois anos, uma lágrima por infelizmente ter de avançar na minha caminhada como dirigente do CNE e ter de me despedir destes “escuteiros fantásticos”.

Levo no coração cada momento passado com o Luís Carlos, a Diana, a Inês, o João, o Wilson, o Diogo Ribeiro, o Diogo Neto, o Diogo Marques, o Pedro Pereira, o Rui Oliveira, o Rui Pedro, a Daniela, a Liliane, a Marina, o Vítor, o To-zé, a Joana e claro a equipa de animação: a Anabela e o Paulo.

È altura de avançar, e como diz a música “levar só o que é bom de guardar”, levarei tudo, o espírito de grupo, a amizade de cada elemento, a cumplicidade, o carinho… Como disse no sábado a noite… “espero que o espírito do grupo não se perca nesta nova etapa, e que o novo dirigente se adapte perfeitamente ao grupo e que sejam cada vez mais e melhores”.

Vou ter imensas saudades…

E começa a minha preparação para no próximo ano escutista, ser Chefe de Unidade da IV Secção… Uma secção diferente, espero que seja um novo ciclo igualmente enriquecedor…

E também nesta pequenas coisas, nas lágrimas da despedida… na alegria da presença… que se manifesta plenamente o espírito que une todos aos escutismo.

Beijos e sejam felizes…

quinta-feira, junho 25, 2009

dias não são dias...

Todos os dias temos algo para esquecer e algo para relembrar. Todos os dias temos algo que não queremos ver repetido, como temos vontade de festejar certos factos. Hoje vamos encarar o que positivo nos acontece. Vamos fazer um esforço nesse sentido e fazer votos para que a balança se incline mais para o lado que desejamos. Tchim... tchim...!
Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, junho 24, 2009

boas leituras - coming out


"O ensaio ‘Epistemologia do Armário’ de Eve Kosofsky Sedgwick é um dos textos fundamentais da ‘teoria queer’ ao propor “que muitos dos ‘nós’ principais do pensamento e da cultura ocidental do século XX estão estruturados – de facto fracturados – por um crise crónica, hoje endémica, de definição da homo/heterossexualidade, sobretudo a masculina, e que está datada desde o final do século XIX” (Segdwick, 2004:11)Bem no início do seu ensaio Eve Kosofsky Sedgwick reforça o olhar bifocado sobre a metáfora do armário afirmando que, ao mesmo tempo, “o armário responde às necessidades representacionais mais intímas” (Segdwick, 2004:9) e por outro lado “o armário é a estrutura que melhor sintetiza a opressão gay deste século” (Segdwick, 2004:11)Assim para os homossexuais o armário, e as suas múltiplas construções societárias, constituem uma forma de resistência, como pois como afirma Sedgwick “a epistemologia do armário conferiu à cultura e à identidade gay uma maior consistência ao longo deste século” (Segdwick, 2004:8) criando modelos específicos (invisíveis e codificados) de sociabilidade urbana, como sejam as formas de ‘engate’ em espaço público urbano. Mas o armário é também o símbolo da mentira, da opressão pois a “a robustez do armário é permanentemente confirmada” (Segdwick, 2004:12) estando sempre presente no modo como as vivências sociais e espaciais se constroem, pois como afirma Sedgwick “ele continua a afirmar-se como um elemento fundamental do seu relacionamento social; por mais corajosos e francos que sejam, por mais afortunados quanto ao apoio das suas comunidades, serão poucos os gays em cujas vidas o armário deixa de constituir uma presença central”. (Segdwick, 2004:8) num jogo, louco e esquizofrénico, em que “estar dentro do armário e sair do armário são imagens que interagem com regularidade” (Segdwick, 2004:11). É neste jogo de entrar e sair do armário, de assumir – em ritmos, registos e espaços diferenciados – pois como disse alguém um dia o mais difícil assumir é perante o “eu homossexual” – é neste jogo com o armário que se faz o quotidiano dos homossexuais, nesse quotidiano de espaços públicos, semi-publicos e privados. Este jogo é estranho, difícil e muitas vezes cheio de regras desconhecidas, cheias de incoerências fortes, como seja do discurso “senso-comum” que continuamente nos remete para a invisibilidade do espaço privado, uma “incoerência (…), enfaticamente contida nos termos da distinção entre público e privado” mas que ao mesmo tempo “corrói o actual quadro que regula a existência gay” (Segdwick, 2004:10) codificando “um sistema excruciante de “double blinds” – duplo contrangimento ou duplo entrave – oprimindo sistematicamente as pessoas, identidades e comportamentos gay, minando os próprios alicerces da sua existência através de restrições contraditórias impostas ao discurso” (Segdwick, 2004:11), ou seja uma sociedade que coloca lésbicas, gays no “quarto” (dizendo que esta questão é um aspecto estritamente privado) e oprimindo – com as crítica públicas à constituição de ‘ghetto’ urbanos – qualquer forma de visibilidade, e que controla assim os discursos e os espaços de afirmação e de visibilidade."

São João...


E hoje já é quarta-feira, o Verão já começou. Hoje celebramos o dia de São João, feriado na Invicta. Ontem foi uma noite grande e animada. Rodeado de pessoas amigas e conhecidas, com sardinhas, broa, caldo verde… foi uma noite bem passada. Não poderia faltar a tradicional fogueira de São João e claro as violas e as musicas desta quadra festiva. É sempre agradável conviver, partilhar momentos, gastar um bocado de tempo e juntar-nos a festa, com as pessoas que quase todos os dias passam por nós, as pessoas de sempre… aqueles que vivem mesmo ao nosso lado, e que devido aos afazeres da vida, muitas vezes nem paramos para falar, para conviver… neste sentido, estes dias de comunhão e de festa são de extrema importância.

Não sou um amante incondicional de festas populares… mas considero-as muito importantes, conseguem juntar pessoas para uma vontade comum, conseguem criar laços, destruir pontes. Não falto a nenhuma festa da minha terra, nem que seja uma passagem rápida, mas vou sempre. Fico feliz pela continuidade das tradições e nesse sentido fiquei contente, por ver um grupo de pessoas, que mesmo em cima do tempo se juntaram e resolveram uma vez mais festejar o São João… É já tradição, todos os anos o largo da Capela de Nossa Senhora, enfeitar-se e ser o centro das festividades… neste fim-de-semana, e mesmo após tantas vicissitudes, os festejos arrancam, menos exuberantes que em anos passados… mas com o mesmo espírito de festa, de alegria…

As festas dos “três rapazes” (Santo António, São João e São Pedro), são sempre mais pagãs do que cristãs. Pouco ligamos as figuras destes santos e aquilo que podemos retirar das suas vidas. Apenas e quase só os festejos é que contam. Os três santos de Junho, que todos festejam e que quase todos desconhecem a sua vida, a sua história. Fará sentido festejar um Santo, sem qualquer festa Cristã?

Na minha opinião, acho que não. Não faz sentido festejarmos qualquer data, sem uma relação com o acontecimento ou a pessoa que se festeja. Suponho que as festividades pagãs nada perdiam se incluíssem momentos de reflexão ou mesmo celebração da Eucaristia em honra do santo festejado. Ganhava a festa e claro ganhávamos todos.

No entanto e à falta de festividade cristã, festejemos estes Santos populares, no calor da noite, na alegria, na amizade, no carinho que sentimos pelo próximo… E esquecemos por um momento, a crise, os problemas, os contra-tempos… é tempo de festejar.

Beijos e sejam felizes…

sexta-feira, junho 19, 2009

" Uma paixão que não se casa com o amor é um barco sem mar. Permanece, para sempre, como uma idealização (e nada mais) e transforma-se num amor-perfeito que, em vez de nos encaminhar para outras paixões, nos persegue por dentro, e destrói (uma a uma) todas as novas relações, sendo esse o seu lado mais contagioso."

Eduardo Sá

sorrir...


Não sei porquê, ou melhor, sei-o muito bem, parece que tudo se conjuga para me fazer sorrir. É o tempo em que a despreocupação me invade e em que me deixo tomar completamente por ela. Reganho uma nova juventude, sinto-me mais... leve e finalmente sorriu para mim.

Hoje está um calor sufocante, convida para uma visita à praia e uma noite bem passava com as estrelas como companhia.

Convida a abrir uma garrafa, saborear um bom vinho, decompor cada sabor, cada amora, cada porção de que é feito.

Este fim-de-semana, vai ser passado com cada um de vós, no sossego de uma conversa, de um sorriso, de uma abraço... eis o verão que se aproxima. Vamos saborea-lo...

Beijos e sejam felizes...

terça-feira, junho 16, 2009

“Estou sempre alegre - essa é a minha maneira de resolver os problemas da vida. Tenho a impressão de que os homens estão a perder o dom do riso.”
(Charlie Chaplin)
Será que não estamos mesmo?

regras do jogo!


Não sou mais esperto que ninguém. Tenho é uma noção das coisas e conheço as pessoas. Sei quando me mentem e quando estão a tentar fazer de mim parvo, escondendo alguma coisa... Acho sempre que não vale a pena esconder se não há gravidade no assunto. Passa a haver quando se descobre que se mentiu. Sou da opinião que omitir é tão grave como mentir. Mas isso sou eu, que não sou mais esperto que ninguém e talvez tenha a noção errada do que para mim é certo. Estas são as regras do meu jogo: A verdade sempre. Quem não quiser não joga!

Gostei...

Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, junho 15, 2009

...

“Tive grandes ambições e sonhos dilatados – mas esses também os teve a moço de fretes ou a costureira, porque sonhos tem toda a gente: o que nos diferença é a força de conseguir ou o destino de se conseguir connosco.”
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

homossexualidade...


Hoje passados 6 dias da Festa de Inauguração de um Bar-Disco gay friendly, na praia da Barra, resolvi voltar a falar de homossexualidade e de preconceito homossexual.

A noite começou agitada a caminho de Aveiro, na Barra a procura do Bar-Disco parecia não ter grande sucesso. Foi quando abordamos um senhor que passeada o cão pela 1h da manha. O senhor abeirou-me a medo do carro e estabelecemos o seguinte diálogo:

- Boa Noite, por acaso sabe informar onde fica um Bar-Disco que hoje é inaugurado?
O senhor: Hummm…. Que tipo de bar? (olhando para dentro do carro)
- Também não sabemos muito acerca do Bar, é um bar-disco gay friendly.
O senhor: Ah, desses coisos… vire aí a direita…(vai para o outro lado do passeio e fica a olhar para o carro)

A homossexualidade existe em todas as sociedades. Na maioria delas não é aprovada socialmente. Mesmo nos países ocidentais (democráticos e com tradições de respeito pelos direitos humanos) existiu até há poucas décadas legislação que criminalizava os comportamentos homossexuais.

“Nos últimos anos, as atitudes em relação aos homossexuais tornaram-se mais descontraídas em muitos países ocidentais, e imagens afirmativas das relações homossexuais tornaram-se mais comuns nos meios de comunicação e na imprensa.” (Anthony Giddens, Sociologia, 5ª edição, F. C. Gulbenkian, 2007, Lisboa, pág. 132.)

Alguns exemplos dessas atitudes mais descontraídas: questões como o casamento dos homossexuais e a adopção de crianças por casais homossexuais têm sido publicamente discutidas em muitos países (nomeadamente em Portugal); recentemente países como a Espanha e a Grã-Bretanha aprovaram leis que permitem o casamento dos homossexuais; na generalidade dos países ocidentais o número que pessoas que assumem publicamente a sua homossexualidade é muito superior ao que sucedia há poucos anos atrás; etc.

Mas, apesar dessas mudanças, continua a haver bastante discriminação relativamente aos homossexuais. Assumir publicamente que se é homossexual continua a não ser fácil.

É triste, revoltante e complicado de entender como um ser humano discrimina outro impedindo-o ou limitando-lhe a sua própria felicidade. Acredito num mundo sem complexos, sem preconceitos. Onde todos são tratados como iguais, onde o respeito e compreensão são valores maiores. Acredito que isto não seja um sonho, mas uma realidade que todos nós PESSOAS, heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transgeneres… podemos vivenciar aqui e agora. Só precisamos de lutar por um mundo diferente, mas igual…

Beijos e sejam felizes…

terça-feira, junho 09, 2009

amor..

Não se ama de forma desarmada. Ama-se quase sempre de pé atrás. Há gente que acha que não e eu também sempre achei… quando amamos sem armas, amamos mais. Mas será possível fazê-lo? No fundo acho que sim, mas a vida ensinamos a troco de nada que amar sem molduras pode ferir-nos para sempre. Pode tatuar a nossa alma numa ferida grosseira que não cicatriza e está sempre aberta à espera de uma oportunidade para arder como álcool. Mesmo que muitas vezes tenhamos a certeza de um amor, não queremos vivê-lo com medo que acabe. Com medo que não seja para sempre, com medo que seja fingido. E se até os poetas, que são o expoente mais elevado da palavra amor, fingem, porque não há-de um simples mortal disfarçar o amor? Ou pelo menos os grandes podem fingir o amor, que é visto sobre várias formas e maneiras dependendo do ponto de vista de quem ama e é amado. Não acham?

Estou absolutamente feliz contigo.... sem necessidade de dar nome às coisas... apenas e só contigo....

Beijos e sejam felizes...

segunda-feira, junho 08, 2009

medo...


O Homem é um paradoxo. É capaz das coisas mais belas e das mais hediondas. É capaz de construir sonhos e de os materializar, como num instante os destrói. As suas fases aculturais ainda são dominantes e ele vai conseguir provar que é inclusive capaz de se destruir a ele próprio.

Um pensamento terrível, ainda para mais numa segunda-feira... mas medonhamente verdadeiro...

Beijo e sejam felizes...

sexta-feira, junho 05, 2009


Se o meu sorriso mostrasse o fundo da minha alma. Muitas pessoas, quando me vissem sorrir.... choravam comigo!

Hoje estou assim... parado...

o caminho...


Quando eu era muito pequeno, já achava que o mundo era grande. Enorme! Sonhava . Sonhava com o dia de hoje. Não media, nem podia imaginar o caminho nem as consequências dele. Fui sonhando sempre ao longo da vida. Um degrau mais acima, outro mais em baixo. Fiquei parado algumas vezes, mas nunca desisti nem baixei os braços. Tinha muitos amigos e adorava fazê-los rir. Gostava de ser o centro das atenções. Não gostava do Carnaval, porque nunca achei graça a máscaras. Gostava dos santos populares vividos na Vila e dos Natais à volta de uma lareira. Era feio e tinha alguns complexos que com o tempo transformei em qualidades. Adormecia com o Vitinho e rezava. Rezava sempre. Ainda hoje rezo - ou converso com Deus - para que nunca me esqueça que quando eu era muito pequeno, apesar de tudo, já sabia que o caminho seria menos fácil. Mas faz-se.

E vai-se fazendo dia após dia...

Beijos e sejam felizes...

quarta-feira, junho 03, 2009

Das flores...


Apesar de dedicar a maior parte do meu trabalho profissional à cultura da vinha e ao vinho, como agrónomo interesso-me por outras temáticas, como é agora o caso da floricultura.

Não é uma área na qual gostava alguma vez de trabalhar, mas a qual me fascina, não tanto pelo trabalho agronómico, mas pela beleza da cultura.
Li um dia destes um breve artigo de opinião sobre o comércio das flores em Portugal e das campanhas que se equacionam realizar para mudar a forma do consumidor encarar este sector de actividade.

Basicamente visitamos uma florista, por dois motivos: comprar flores para um funeral e comprar flores para dias festivos (dia dos namorados). Ainda não existe em Portugal a cultura da flor. Comprar flores para colocar em casa, para oferecer espontaneamente, para apenas ter o prazer de alegrar por aquele momento a nossa vida.

No entanto, todos gostamos de receber flores, todos ficamos felizes por dentro com um ramo nas mãos… Se assim ficamos é claramente porque as flores “falam” connosco, transmitem alguma tranquilidade, algum sentimento… e se assim é… porque não comprarmos mais flores e alegrarmos a nossa vida?

Hoje faço a campanha pelas flores. VAMOS COMPRAR FLORES, PARA DAR, PARA TER, PARA DECORAR… COMPREM!

Beijos e sejam felizes…